AB - AE

AARSKOG, SÍNDROME DE A Síndrome de Aarskog é uma enfermidade genética rara, recessiva, ligada ao cromossomo X, que se caracteriza pela presença de hipertelorismo (aumento da separação entre olhos), dedos curtos (braquidactilia), anomalia escrotal, acompanhado de face arredondada, baixa estatura, ptose palpebral (pálpebras caídas), nariz pequeno e alargado, anomalias labiais, palatais (fissuras) e do pavilhão auricular, oftalmoplegia, estrabismo, astigmatismo, dentição atrasada, aumento da flexibilidade de falanges, prega simiesca da palma da mão, pés pequenos e chatos, hérnias e criptorquidia. Ocasionalmente apresenta escoliose, espinha bífida, cúbito valgo, retardo mental leve.

AASE SMITH, SÍNDROME DE Também denominada de Síndrome Trifalângica Congênita, trata-se de uma doença congênita rara, herdada como autossômica dominante, caracterizada por apresentar hidrocefalia, contraturas, malformações de orelhas, fenda palatina, escoliose, luxação de quadril, malformações de pés, fenda palpebral diminuída, alargamento nasal, dermatoglifos pouco marcados, anomalia de Dandy Walker, queixo pequeno (micrognatia) e pálpebras caídas (ptose palpebral). Menos freqüentemente apresenta defeitos cardíacos(CIV), neuroblastoma, estrabismo e defeitos de ossificação do osso esterno.

A TERMO Diz-se do bebê que se apresenta entre a 38* a 41* semana de gestação, apto para o nascimento.

ABA-MORDIDA, RADIOGRAFIA COM FILME (bitewing) Radiografia odontológica com objetivo de mostrar coroas e terço superior de raízes, obtida com cassete contendo filme dental, possuindo uma aba para manter o filme no lugar.

ABADIE, SINAL DE Na Tabes Dorsalis traduz a insensibilidade de pressão sobre o tendão de Aquiles, enquanto que na presença de Bócio exoftálmico, traduz a existência de espasmo do músculo elevador da pálpebra superior.

ABAROGNOSE Perda da capacidade de perceber seu próprio peso.

ABARTICULAÇÃO Luxação de uma articulação, também denominada de Diartrose.

ABATISTÃO Trépano traumático, que não pode se movimentar sob risco de lesar o cérebro.

ABARTROSE Situação em que se encontra um ponto articular móvel no qual ossos se movimentam livremente entre si.

ABASIA. Impossibilidade de caminhar normalmente, devido à falta de coordenação motora, de causa geralmente psicológica (histeria) ou mais raramente neurológica.

ABAXIAL Estrutura que não está na linha do eixo do corpo ou que está na extremidade oposta do eixo.

ABBÉ-ZEISS, HEMOCITÔMETRO DE Aparelho destinado para contagem de células sanguíneas.

ABBOT, MÉTODO DE Técnica de correção de escoliose através de coletes de gesso.

ABBOT-MILLER, TUBO DE Tubo sintético para uso intestinal, destinado a diminuir a distensão intestinal em casos de pós operatórios redução do trânsito intestinal.

ABCESSO. Estado infeccioso localizado, levando a acúmulo encapsulado de pus. As formas mais comuns ocorrem em dente e subcutâneo.

ABDOME.  As regiões que fazem parte do abdome chamam-se, da esquerda para a direita e de alto para baixo: hipocôndrio direito, epigástrio, hipocôndrio esquerdo, flanco direito, região umbilical, flanco esquerdo, fossa ilíaca direita, hipogástrio e fossa ilíaca esquerda. A cavidade abdominal é separada da cavidade torácica por um músculo horizontal, o diafragma. O abdome é revestido externamente por uma parede muscular, onde os músculos (grande oblíquo, pequeno oblíquo, transverso, grande direito e piramidal) desempenham várias funções: contribuem para a realização dos movimentos do tronco e da bacia, auxiliam o parto, a bexiga na micção, o conteúdo intestinal na defecação, o estômago nos vômitos; desempenham papel essencial em certos movimentos respiratórios específicos (voz, tosse). O indivíduo que possui uma boa musculatura, a camada de gordura abdominal é pouco espessa. A cavidade abdominal contém grande número de órgãos pertencentes ao sistema digestivo (extremidade inferior do esôfago, estômago, intestino delgado, grosso intestino, fígado, vesícula biliar, pâncreas), ao sistema circulatório (baço, parte da aorta, veia cava superior, etc.), ao sistema uro-genital (rins, ureteres, vesículas seminais e próstata, no homem, e ovário, trompas de Falópio, útero e vagina, na mulher), ao sistema linfático (vasos quilíferos, cisterna de Pecquet, parte do canal torácico) e todos os nervos correspondentes. A face interna do abdome e a face externa de todos estes órgãos são revestidas por membrana finíssima, dobrada em inúmeras pregas, denominada peritônio. No homem, o abdome é inteiramente fechado, enquanto que na mulher, o pavilhão das duas trompas representa uma comunicação com o exterior.

ABDOME AGUDO. Quadro clínico caracterizado pelo conjunto de sintomas dolorosos abdominais graves que geralmente necessitam de intervenção cirúrgica urgente. Caracteriza-se por dor abdominal súbita e de grande intensidade. Os músculos abdominais contraem-se imediatamente em proteção à região atingida, tornando o ventre extremamente duro, chamado de abdome em tábua. A causa desta crise é a irritação violenta do peritônio (peritonite) em conseqüência de inflamação ou infecção (apendicite, por exemplo), ou de perfuração de um vaso ou órgão (em certos casos de gravidez uterina, úlcera gástrica, etc.).

ABDOME, CIRURGIA DE. Divisão anatômica da técnica cirúrgica que abrange todas as intervenções praticadas no interior do abdome: retirada de um órgão infectado (apêndice, vesícula biliar) ou de um tumor (fibroma do útero, drenagem de pus, abcesso, peritonite), reparação de órgãos nas lesões sofridas por ferimentos ou rupturas, contenção de hemorragias, correção de defeito congênito, cesariana, etc. A cirurgia do abdome exige assepsia muito rigorosa, pois esta região é extremamente sujeita a contaminações. A intervenção é feita sob anestesia geral. Quanto à extirpação de órgãos, continua-se a considerar operação agressiva. Dentre elas, a vesícula biliar pode ser eliminada sem inconveniente. Pode-se igualmente proceder à retirada do baço, do útero, de um dos rins e, o estômago inteiro. Pode-se também retirar, sem graves conseqüências, partes do fígado, do pâncreas, do intestino, etc. Em caso de peritonite, somente a cirurgia pode salvar o paciente. A peritonite, as perfurações do tubo digestivo, os ferimentos por armas brancas ou de fogo, certos tipos de câncer, etc., exigem intervenção cirúrgica imediata, caso contrário, colocam o paciente em risco de graves infecções.

ABDOME, FERIMENTO DO. Conforme a forma e intensidade do trauma, podem ser classificados em: não penetrantes (ou contusões) e os penetrantes. Os primeiros, mais freqüentes, são devidos a queda, golpe violento, trauma (acidente de automóvel.). Podem ser superficiais ou profundos. As causas dos ferimentos penetrantes também são numerosas: arma de fogo, arma branca, acidente de trabalho com instrumento pontiagudo ou cortante, chifrada, etc. Em qualquer das formas, a gravidade do ferimento depende do grau em que os órgãos internos foram atingidos. Assim, no caso de lesão do baço, do fígado ou de vasos importantes, a hemorragia interna resultante exige imediata intervenção cirúrgica. Geralmente corresponde a quadros graves, a peritonite provocada por substâncias vindas do exterior (no caso de ferimentos penetrantes) ou do interior, por contaminação com o conteúdo das vísceras (perfuração do estômago ou do intestino).

Qualquer ferimento abdominal, independente da intensidade dos sintomas, precisa de urgente exame médico, com investigação apropriada. Deve-se tomar algumas precauções: não se deve dar nada ao ferido, nem comida, nem bebida: se a sede for muito intensa, a única coisa que se pode fazer é umedecer os lábios do paciente. Se o ferimento é longitudinal, deita-se o indivíduo de costas, bem estendido, com a cabeça levemente levantada. Se o ferimento é transversal, também deita-se a pessoa de costas, mas de coxas dobradas sobre o ventre, pois deste modo, as bordas do ferimento se juntam. Se há demora no atendimento médico, pode-se cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou, na falta, com um pano bem limpo. O ferimento não perfurante deve sempre ser observado com atenção, pois há possibilidade de haver lesões internas que se manifestarão muitas horas após, como a rotura de baço. Torna-se necessário que, mesmo em casos de contusão de aparência benigna, colocar o indivíduo em repouso e alertar o médico do mais simples ao sintoma mais intenso, como elevação de temperatura, aceleração do pulso, náuseas, vômitos, dores crescentes, sudorese, palidez, etc.

ABDOME, PTOSE DO. Flacidez anormal da parede muscular abdominal, que cai, como um avental, na frente da região abdominal inferior. A ptose abdominal pode ser causada por acúmulo de gordura na obesidade ou é conseqüência de fraqueza muscular, secundária a gestações múltiplas.

 Para prevenir este tipo de ptose, recomenda-se fortalecer os músculos da parede abdominal desde a adolescência, por meio de ginástica apropriada. A ginástica dá bons resultados durante a gravidez e logo depois do parto. Como conseqüência, a ptose abdominal geralmente vem seguida de ptose dos órgãos internos. Ginástica, massagem e nos casos mais graves, intervenção cirúrgica, são os meios curativos indicados. Quando ocorre impedimento de cirurgia, o uso de cinta ou de colete adequados pode melhorar  a aparência desta incômoda deformação.

ABDOME, PUNÇÃO NO. Operação cirúrgica que consiste em perfurar a parede do abdome com um instrumento (trocarte) especial. O médico retira assim o líquido contido na cavidade peritoneal, aliviando o desconforto e fornecendo material para diagnóstico laboratorial. A intervenção é feita sob anestesia local e não apresenta nenhum risco, pois é praticada sob rigorosas condições assépticas.

ABDOMINAL, DOR. Pode ser simples mal-estar difuso e suportável, ou crise violenta, aguda, com cólica acompanhada de sofrimentos atrozes. Geralmente manifesta-se por dor do tipo cólica, que traduz comprometimento de víscera oca, como o intestino ou ureteres. São múltiplas as causas de dores no abdome: distúrbio de peristaltismo em que as contrações dos músculos lisos das paredes dos intestinos aumentam de forma anormal, perdendo a regularidade e tornando-se espasmódicas (cólica intestinal); passagem de cálculo nas vias biliares (cólica hepática) ou nos ureteres (cólica renal); tumores; intoxicações químicas ou infecção do peritônio (peritonite) e dos órgãos vizinhos (colite, gastrite, nefrite, etc.).

Caso a dor seja violenta e repetida, se acompanhada de forte mal-estar, vômitos, náuseas, ou ainda, se o paciente apresentar temperatura, mesmo pouco elevada, trata-se, sem dúvida, de doença grave, que necessita de exame médico imediato. O médico ira pesquisar se as dores são difusas ou localizadas, onde se situa exatamente o foco doloroso, se trata de sensação de queimadura ou de agulhadas ou de dores espasmódicas, se os gases intestinais são expelidos ou retidos, se o paciente está com prisão de ventre ou com diarréia. Enquanto se aguarda assistência, mede-se a temperatura do doente que deve permanecer deitado, com uma bolsa de água quente sobre o ventre, sem ingerir nada, nem mesmo remédios e calmantes, que podem prejudicar o correto diagnóstico. Muito importante: nunca ministrar laxativos ou analgésicos potentes que possam mascarar o quadro e dificultar o diagnóstico.

ABDOMINOCARDÍACO, REFLEXO Redução reflexa da freqüência cardíaca em função de estimulação mecânica de vísceras abdominais.

ABDOMINOCENTESE Punção abdominal através de um aparelho especial ou agulha, com fins de coletar algum líquido ali contido.

ABDOMINOCÍSTICO Refere-se à bexiga e cavidade abdominal.

ABDOMINODIAFRAGMÁTICA, RESPIRAÇÃO Padrão de respiração onde é utilizado a musculatura de parede torácica e abdominal e também o diafragma, geralmente quando em exercício intenso ou dispnéia.

ABDOMINOGENITAL Pertencente ao abdomem e órgãos genitais.

ABDOMINOPERINEAL Referente ao abdomem e região perineal.

ABDOMINOPLASTIA Cirurgia plástica da parede abdominal, estética ou para correção de "abdomem em avental".

ABDOMINOSCOPIA Exame da cavidade abdominal através de endoscopia (laparoscopia, vídeo-laparoscopia).

ABDOMINOSCROTAL Relativo ao abdomem e região escrotal.

ABDOMINOTORÁCICO Relativo ao abdomem e tórax.

ABDOMINOVAGINAL Aquilo que é referente ao Abdome e à Vagina.

ABDOMINOVESICAL Aquilo que é referente à Bexiga e ao Abdome.

ABDUCENS, MÚSCULO Músculo reto lateral do globo ocular, responsável pelos movimentos laterais para fora deste órgão.

ABDUCENTE Aquele que promove movimentos para fora de uma linha média real ou imaginária.

ABDUÇÃO. Movimento de abertura ou afastamento de um membro, ou de parte do corpo, em relação ao seu eixo.

ABDUCENS, NERVO Nervo que atua no globo ocular, sobre o músculo do mesmo nome, proveniente do sexto par craniano.

ABDUTOR. Qualquer músculo que executa o movimento de abdução.

ABDUZIR. Movimentar para fora de uma linha mediana.

ABELHA, PICADA DE. Abelha é inseto da ordem dos himenópteros e da família Apoidea. Suas espécies são, em maioria, munidas de ferrão. Ao atingir alguém, a abelha deixa o ferrão cravado na vítima. Com o ferrão, fica também a glândula secretora de veneno. Assim, o ato de friccionar o local da picada faz com que maior quantidade de veneno seja injetado. Os efeitos do veneno, de composição complexa, variam muito, ou em conformidade com a quantidade de picadas, ou com a sensibilidade da vítima. Para a maioria das pessoas a picada causa apenas dor, mas, para outras, pode trazer grave manifestação alérgica. Nos casos benignos, os danos limitam-se ao local atacado, que fica dolorido e inchado. Nos mais graves, quando o indivíduo é alérgico ao veneno, aparecem manifestações como fraqueza, tonturas, náusea, vômitos, suores frios, contrações musculares involuntárias e dores de cabeça violentas. Tais efeitos costumam desaparecer naturalmente, depois que o veneno é inativado no fígado e excretado pelos rins. O uso de medicamentos, como antialérgicos ou corticóides pode ser recomendado.

Deve-se retirar o ferrão e combater a ação local do veneno. Isso se consegue, usando-se creme ou pomada que contenha substâncias anti-histamínicas. Os casos graves, por orientação médica, poderão necessitar aplicação de adrenalina (1 mg) por via subcutânea e hidrocortisona. Nos casos graves, a reação pode levar ao choque anafilático e eventualmente à morte.

ABENTÉRICO. Aquilo que se refere a órgãos fora dos intestinos

ABERCROMBIE, SÍNDROME DE. Corresponde ao grupo das Amiloidoses, em formas primárias e secundárias, conseqüentes ao depósito anormal de substância amilóide em diversos órgãos, em formas primárias e secundárias.

ABERRAÇÃO CROMÁTICA. Refração anormal formada por diferentes comprimentos de onda da luz através de uma lente, formando uma imagem colorida.

ABERRAÇÃO CROMOSSÔMICA. Anormalidade ocorrida em cromossomos, que podem referir-se ao número destes, como a poliploidia ou referir-se a anormalidades do material cromossômico, como deleção, duplicação, translocação.

ABERRAÇÃO ESFÉRICA. Distorção de uma imagem como consequência de penetração dos raios luminosos na parte periférica d uma lente esférica, fazendo refração diferente dos raios que penetraram no centro da lente, fenômeno que ocorre no globo ocular.

ABERRANTE. Aquilo que se desvia dos padrões admitidos como normais.

ABERRANTE, CONDUÇÃO. Condução anormal do estímulo elétrico no coração, que é transmitido por vias diferentes do normal, apresentando geralmente uma morfologia de bloqueio de ramo, o que é identificado no eletrocardiograma.

ABERRATIO LACTIS. Secreção de leite por local diferente da mama.

ABERRATIO TESTIS. Localização de testículo em local diferente dos pontos normais determinados pelo desenvolvimento embrionário.

ABERTA, REDUÇÃO. Realinhamento de ossos fraturados com execução de ato cirúrgico que faça a exposição dos mesmos.

ABERTO. Termo que se refere a ato cirúrgico realizado com exposição total de um órgão, como "cirurgia cardíaca a céu aberto".

ABERTURA. Orifício de acesso para órgãos, canais, espaços anatômicos ou ósseos, como abertura pilórica, abertura cárdica, etc..

ABETALIPOPROTEINEMIA. Síntese anormal de betalipoproteinas tipo B, de origem genética, levando à ausência de formação de quilomicrons e lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL); apresenta clinicamente quadro de mal absorção gordurosa, neuropatia (ataxia), retinopatia pigmentar e acantose eritrocitária.

ABEVACUAÇÃO. Ocorrência de evacuação anormal de qualquer espécie; sinonímia de metástase tumoral.

ABIOGÊNESE. Fenômeno representado pela geração espontânea de manifestação vital, com produção de matéria viva à partir de matéria inerte.

ABIOGENÉTICO. Relacionado com geração espontânea

ABIÓTICO. Situação incompatível com a vida, ou seja, inviável.

ABIOTROFIA. Situação de perda da vitalidade de um tecido por degeneração por perda de resistência ou processo autoimune.

ABIRRITAÇÃO. Perda da capacidade de resposta de um tecido a estímulos, como uma atonia ou astenia.

ABIRRITANTE. Aquilo que provoca atenuação de um processo irritativo.

ABLAÇÃO. Ação de retirar cirurgicamente uma parte do corpo, órgão ou membro, devido a malformação, infecção ou tumor. Denomina-se também ablação, a técnica utilizada com radiofrequência para destruir estruturas do coração que provocam arritmias graves.

ABLEFARIA. Redução do tamanho ou ausência congênita das pálpebras.

ABLEFAROMACROSTOMIA, SÍNDROME DE. Trata-se de uma enfermidade hereditária rara, transmitida de forma autossômica recessiva, provavelmente ligada ao cromossomo X (só acontece em homens), que se caracteriza por apresentar ausência de pálpebras e grande orifício bucal. Acompanha o quadro, a face em forma triangular, ausência de sobrancelhas e cílios, estrabismo, anomalia de orelhas, com baixa implantação das mesmas, atresia do canal auditivo, nariz pequeno, lábio fino, pele seca, membranas interdigitais, criptorquidia, ausência de bolsa escrotal, retardo mental. Menos freqüentemente acontece fusão completa de pálpebras (criptoftalmia), ausência de arcos zigomáticos, hirsutismo e onfalocele.

ABLEFAROSO. Aquele que não tem pálpebras.

ABLEPSIA. Perda total da acuidade visual; sinônimo de cegueira.

ABLUÇÃO. Limpeza, banho ou lavagem.

ABLUENTE. Composto químico que serve como adjuvante em lavagem como um detergente.

ABOCLUSÃO. Dentição onde as arcadas superior e inferior não entram em contato.

ABORAL. Aquilo que se afasta da boca ou está em oposição à boca.

ABORCIONISTA. Aquele que realiza um abortamento.

ABORTAMENTO. Considera-se como abortamento, a interrupção da gravidez antes da viabilidade fetal, ou seja, antes da 28ª semana. Diz-se que o aborto é precoce quando surge até à 20 ª  semana e o peso do feto não excede 400 g; tardio, da 20ª à 28ª semana, oscilando o peso entre 400g e 1000g. O abortamento pode ser espontâneo ou provocado.

Abortamento espontâneo. As suas principais causas podem ser deduzidas, entendendo-se que as condições indispensáveis ao desenvolvimento normal de uma gravidez não sejam atendidas: a) anormalidade no ovo proveniente de dois gametas;  b) útero incapaz de proporcionar ambiente favorável para a implantação ovular; c) organismo materno apresentando doença capaz  de prejudicar o produto da concepção; e d) presença de desequilíbrio hormonal. Sempre que ocorram qualquer uma destas situações, o abortamento, como conseqüência, poderá acontecer. Nos dois primeiros meses, o ovo é ainda pequeno e a sua expulsão, geralmente em bloco, é acompanhada de perda sanguínea que poderá não ser maior que a de uma menstruação normal. Do 3° para o 4° mês, o ovo já é mais volumoso e ocupa quase toda a cavidade uterina, portanto a sua efetivação tem de ser feita às custas de contrações uterinas intensas, dolorosas, e as hemorragias são, em regra, mais significativas. Quando a expulsão do feto for incompleta, métodos auxiliares podem ser utilizados para a retirada do restante, como a sucção, curetagem, injeção de soro fisiológico na cavidade uterina, prostaglandinas, etc. Nos abortos do 5° e 6° meses, o mecanismo de expulsão é idêntico ao de um parto em pequenas proporções. Quando o feto morre e fica retido no útero por longo tempo, o abortamento diz-se frustrado ou retido. As mais freqüentes complicações do aborto são as hemorragias, a retenção ovular parcial e a infecção.  A primeira coisa a ser feita é prevenir todos os riscos que possam ocasionar aborto espontâneo. Este cuidado deve ser tomado sobretudo pelas futuras mães que já tenham abortado. E necessário, pois, desde o começo da gravidez, um atendimento regular pré-natal, a fim de que possam ser tratadas a tempo, as causas capazes de favorecer o aborto. Em caso de ameaça, o médico aconselhará repouso absoluto à paciente. Especialmente em caso de abundante hemorragia, a doente será levada imediatamente para uma unidade hospitalar, onde receberá prontamente todos os cuidados necessários, nas melhores condições possíveis, como eventual curetagem, transfusão de sangue, etc.

ABORTIFACIENTE. Instrumento ou produto químico que provoca abortamento.

ABORTIVO. Aquilo que impede a conclusão de um processo; em caso de gestação tem o mesmo significado que abortifaciente.

Aborto provocado. Pode ser executado com fins terapêuticos ou criminosos. Aborto terapêutico é aquele que é provocado em determinados casos em que o desenvolvimento do feto ou o parto podem colocar a mulher em risco de vida. Criminoso é o aborto que é provocado com o objetivo único de retirar o feto e não para atender às condições de saúde da gestante. Neste último caso, empregam-se drogas como a prostaglandina (Cytotec) que levam o útero a contrair expulsando o embrião, ou passagem instrumental, de objeto cirúrgico ou improvisado, pelo colo do útero, o que também provoca contrações intensas do útero. Esta última condição pode ser responsável por graves infecções e esterilidade da mulher, e ainda, por morte por septicemia. A legislação brasileira considera o abortamento provocado como um ato criminoso, sendo eventualmente permitido apenas em caso de estupro ou em risco de vida materno. Em alguns países, é utilizada a droga chamada mifepristona, que é considerada um abortivo, já que, sua ação reside no fato de impedir a implantação do óvulo fecundado.

ABRAÇO, REFLEXO DO. Reflexo primitivo, também denominado de reflexo de Moro, em que o recém nato cruza os braços em consequência de estímulo sobre a superfície onde está deitado.

ABRANDAMENTO. Encaixe do feto na pelve que ocorre duas semanas antes do trabalho de parto, também denominado de insinuação; desaparecimento ou redução dos sintomas de uma doença.

ABRAQUIA. Ausência congênita dos braços.

ABRAQUIOCEFALIA. Ausência congênita da cabeça e dos braços.

ABRASÃO. Eliminação de resíduos de epitélios das mucosas ou partes lesadas, ulceradas de um osso, da pele, da córnea, etc., por raspagem.

ABRASIVO. Material químico ou físico utilizado para provocar a abrasão.

ABREAÇÃO. Liberação de uma tensão emocional após a recordação por catarse de vivências anteriores reprimidas no subconsciente.

ABREUGRAFIA.  Método de exame radiológico criado pelo médico brasileiro Manuel de Abreu. Descoberto em 1936, caracteriza-se pela conjugação de dois elementos básicos: a roentgenfotografia (combinação de fotografia e raios de Roentgen ou raios X) e fluorografia (impressão da imagem obtida na placa fluorescente da radioscopia). A abreugrafia consiste na fotografia em 35mm, 70mm ou 100mm do écran fluoroscópico, possibilitando o exame do tórax em grande escala, em curto período de tempo, sem risco de exposição demorada aos raios X.

ABRUPÇÃO. Fratura transversal de um osso, ao redor da articulação, com superfícies desiguais e irregulares.

ABRUPTIO. Afastamento de tecidos por ruptura, como um descolamento prematuro de placenta ou ruptura de um aneurisma.

ABSCESSO. Processo infeccioso caracterizado por apresentar coleção de pus localizada em qualquer parte do corpo, em cavidade provocada pelo deslocamento ou desintegração de tecidos.

ABSCISSÃO. Remoção de um tecido por excisão cirúrgica do mesmo.

ABSCOPAL. Aquilo que é referente ao efeito produzido por radiação ionizante nos tecidos ou órgãos de um indivíduo.

ABSENTIA EPILEPTICA. Perda transitória da consciência como forma variante de manifestação de epilepsia, sem apresentar convulsões, porém com presença freqüente de movimentos estereotipados.

ABSIDIA. Gênero de fungos patogênicos, causadores de ficomicoses.

ABSINTISMO. Processo de degeneração do Sistema Nervoso Central devido ao uso constante do absinto.

ABSOLUTO, ALCOOL. Álcool etílico com concentração igual ou menor que 1% de água.

ABSORBÂNCIA. Capacidade de um material ou tecido humano de apresentar poder de absorção de radiações ionizantes.

ABSORBEFACIENTE. Aquilo que provoca ou causa absorção.

ABSORÇÃO. Diz respeito ao caso particular de substâncias exteriores ao organismo, que nele são introduzidas e que, depois de terem ultrapassado todas as barreiras que se lhes deparam (intestino, pele), passam para o interior das células, onde irão exercer ação terapêutica ou danosa.

ABSORTIOMETRIA. Uso de duas fontes de radiação (duplos fótons) de diferentes energias para medir a densidade de um material ou tecido, como na densitometria óssea.

ABSORTIÔMETRO. Aparelho utilizado para medir a espessura de uma camada de líquido entre duas lâminas, coletada por atração capilar, ou então, para medir a capacidade de absorção de um gás por um líquido.

ABSORVENTE. Toda substância ou material que tem a propriedade de absorver. O absorvente geralmente é usado externamente (tratamento de queimaduras, doenças da pele, etc.).

ABSTINÊNCIA. Ação de privar-se de certas vontades. Pode abster-se de ingerir álcool, de fumar, de usar drogas, de comer carne, de ter relações sexuais, etc.

ABSTINÊNCIA, SÍNDROME DE. Quadro clínico agudo de distúrbio físico e mental conseqüente à interrupção de uso de drogas como álcool, cocaína, opiáceos, etc.

ABTERMINAL. Referente a estímulos de condução elétrica nos tecidos musculares; aquilo que é distante, entre o centro e uma extremidade.

ABSTRAÇÃO. Comportamento distraído ou desconcentrado, com pensamentos dissociados de circunstâncias concretas; separação de um componente de uma mistura.

ABULIA. Ausência de iniciativa ou vontade de tomar decisões, com reações lentas, sem espontaneidade, podendo fazer parte de um quadro depressivo

ABVD. Protocolo quimioterápico, composto de Adriamicina, Bleomicina, Vimblastina e Decarbazina.

ADENOMATOSE MÚLTIPLA ENDÓCRINA. A Adenomatose Endócrina Múltipla é uma doença hereditária incomum, que manifesta-se pela presença de tumoração glandular benigna ou maligna, sincronizados ou não, em duas ou mais glândulas endócrinas, como tireóides, paratireóides, tumores carcinóides, etc. São classificadas em Tipo I e II, conforme a combinação de tumores existentes. O acometimento em mediastino pode ser invasivo, dificultando a remoção cirúrgica. A calcitonina pode estar elevada. Ocasionalmente são descritos tipos familiares, aparecendo em baixa idade, principalmente relacionados com presença de hiperparatireoidismo, acompanhados de fibromas submandibulares.
A transmissão genética é autossômica dominante, com a anomalia cromossomial localizada no braço longo do cromossoma 11. Os casos de carcinoma de tireóide familiar, podem ser identificados pela presença do proto-oncogene RET (Adenomatose Endócrina Múltipla tipo II). A AEM tipo I, também denominada de Síndrome de Wermer ocorre em menos de 20/100.000 nascidos vivos pode acometer principalmente paratireóides, pâncreas e pituitária.

ACALASIA. Incapacidade de relaxamento normal dos músculos de um esfíncter, como no esôfago.

ACALCULIA. Distúrbio do aprendizado ou da fala, caracterizado pela incapacidade de efetuar operações matemáticas simples.

ACAMPSIA. Rigidez ou ancilose de um membro, que não pode ser flexionado.

ACANTA. Denominação da coluna vertebral, que também é denominada de espinha.

ACANTAMEBÍASE. Amebíase causada por Naegleria fowleri e Acanthomoeba sp., produzindo raras infecções graves, com meningoencefalite amebiana primária; estas amebas são encontradas no meio ambiente e em vegetação apodrecida.

ACANTESTESIA. Forma de parestesia percebida como uma picada de alfinete.

ACANTHIA LECTULARIA. Denominação científica do percevejo de cama.

ACANTHOCEPHALA. Classe de enterozoários similares aos platelmintos, alguns, parasitas de seres humanos.

ACANTHOCHEILONEMA PERSTANS. Filaria que parasita animais e ocasionalmente o ser humano, onde aloja-se em tecido subcutâneo (ocasionalmente na conjuntiva), formando nódulo.

ACANTIOMATAL. Linha imaginária que atravessa o meato auditivo externo e o acântion.

ACÂNTION. Ponto anatômico que corresponde a extremidade da espinha nasal anterior.

ACANTO. Forma anatômica em espinho.

ACANTOCERATODERMIA. Apresentação de hipertrofia da camada córnea da palma das mãos e solas dos pés, com espessamento das unhas.

ACANTÓCITO. Glóbulo vermelho anormal, que apresenta projeções protoplasmáticas, o que é observável ao microscópio como se esta célula estivesse recoberta de espinhos.

ACANTOCITOSE. Presença de acantócitos no sangue.

ACANTÓIDE. Aquilo que apresenta forma espinhosa.

ACANTÓLISE. Doença da pele que se faz acompanhar de degeneração do tecido conjuntivo da camada córnea da pele, como a Epidermólise bolhosa.

ACANTOMA. Tumor benigno da pele, como os epiteliomas.

ACANTOPELIX. Presença de uma espinha pubiana saliente, em quilha, localizada em pelve com aspecto raquítico.

ACANTOQUEILONOMÍASE. Também denominada de Dipetalonemíase, a Acantoqueilonomíase é uma doença infecciosa tropical, produzida por nematódeos do gênero filaria, originária da África, transmitida por pequena mosca denomina de A. coliroides. Produzem prurido e exantema local, dor torácica e abdominal, inchaço local, aumento de fígado e baço e importante eosinofilia.

ACANTOSE. Doença da pele que se caracteriza pelo aspecto rugoso da epiderme com papilomas esparsos e pigmentação escura.

ACANTOSE NIGRICANS. Também denominada de Ceratose nigricante, traduz a presença de inflamação crônica da pele em adultos, freqüentemente asssociada a tumor em algum órgão, apresentando hiperpigmentaçã, hiperceratose, com crescimento de papilares simetricamente distribuídos.

AÇÃO DE BLOQUEIO. Mecanismo fisiopatológico de limitação ou retardo de funcionamento de um órgão, tecido, célula ou de reação química.

ACAPNIA. Presença de quantidade reduzida ou ausência de dióxido de carbono (gás carbônico) no ambiente, sangue ou tecidos.

ACARBIA. Diminuição da concentração de bicarbonato no sangue.

ACARDIA. Ausência congênita do coração.

ACARDÍACO. Gêmeo xifópago sem coração, que depende do coração do irmão.

ACARDIOTROFIA. Designação da atrofia do coração.

ACARÍASE. Designação comum das doenças provocadas pelos ácaros nos homens e nos animais.

ACARICIDA. Pesticida eficaz no combate aos ácaros.

ACARINA. Ordem de parasitos que abriga os carrapatos e a sarna, que provocam ectoparasitose e são vetores de diversas doenças.

ACARINOSE. Doença provocada através do carrapato.

ACARIÓCITO. Célula que não possui núcleo, como algumas formas de glóbulos vermelhos.

ACARIOTA. Aquele que não apresenta núcleo.

ÁCARO. Aracnídeo parasita do homem, de pequeno tamanho, pertencente à ordem acarina. Tem vida livre ou parasitária e está disseminado em todos ambientes.

ACARODERMATITEDoença inflamatória da pele causada por ácaros, como a parasitose por carrapatos.

ACAROFOBIAMedo anormal de objetos pequenos, como pequenos insetos, pregos, alfinetes.

ACARÓIDEAquele que apresenta uma forma de carrapato.

ACAROLOGIAEstudo dos carrapatos e demais ácaros moles.

ACASALAMENTO ALEATÓRIOAcasalamento onde macho e fêmea apresentam probabilidade idêntica de acasalar-se com outros seres de composição geneticamente diferente da mesma espécie.

ACASALAMENTO GRUPADOAcasalamento de macho e fêmea não aleatório.

ACATAFASIAPresença de distúrbio neurológico que se caracteriza pela incapacidade de verbalizar os pensamentos de forma coerente, exteriorizando-se por fala desordenada com expressões inadequadas para a situação.

ACATALASIAAusência hereditária da enzima catalase, predispondo a gengivite e mucosite, acompanhadas de necrose e alvolite.

ACATALÉPTICOPortador de deficiência mental.

ACATAMATESIAFenômeno conseqüente a lesão cerebral que se apresenta como perda da capacidade de compreensão, entendimento das palavras faladas.

ACATASTASIAFato que se apresenta como desvio da normalidade.

ACATEXIADistúrbio psíquico, onde fatos relevantes são assimilados sem presença de reação emocional.

ACATISIADesordem emocional onde o indivíduo apresenta-se inquieto, extremamente ansioso, sem capacidade de sentar-se, movimentando-se constantemente e apresentando tremores musculares.

ACAUDADOSer vivo que não apresenta cauda.

ACAVALGAMENTOPresença de deslizamento de uma estrutura anatômica sobre a outra, por solução de continuidade, como em fraturas ósseas ou defeitos congênitos (Fallot com acavalgamento da Aorta sobre o sepro interventricular).

ACCUTANEProduto dermatológico composto de ácido retinóico.

ACDSolução composta de ácido cítrico, citrato trissódico e dextrose, utilizado como anticoagulante em coletas de sangue para exames ou transfusões.

ACE BANDAGEBandagem elástica feita de tecido especial.

ACEDIAEstado psíquico caracterizado por indiferença mental, insensibilidade, falta de emoção ou energia nas condutas usuais.

ACEFALIAAnomalia embriológica onde não há desenvolvimento da cabeça.

ACÉFALOAquele que não apresenta cabeça; situações onde falta de coordenação.

ACEFALOCARDIAAusência congênita da cabeça e coração, onde o feto é inviável.

ACEFALOCISTOPresença de um cisto hidatiforme estéril.

ACEFALOGASTRIAAusência congênita da cabeça, abdome superior e parte do peito.

ACEFALOPODIAAusência congênita da cabeça e dos pés.

ACEFALOQUIRIAAusência congênita da cabeça e das mãos.

ACEFALORRAQUIAAusência congênita da cabeça e da coluna vertebral.

ACEFALOSTOMIAAusência congênita da cabeça com prrsença de abertura semelhante a uma boca na parte superior do corpo.

ACEFALOTORACIAAusência congênita da cabeça e do tórax.

ACELERAÇÃO, LESÃO PORLesão cefálica traumática produzida quando a cabeça encontra-se em posição estacionária e sofre trauma por objeto em movimento não penetrante (bola, soco).

ACELERAÇÃO-DESACELERAÇÃO, LESÃO POR Lesão cefálica que se produz quando indivíduo em movimento choca-se com outro objeto também em movimento (colisão de automóveis).

ACELERADOR Instrumento ou ação que provoca aumento da velocidade de um processo (acelerador linear de partículas, enzimas, etc.).

ACELERÔMETROInstrumento que quantifica as alterações de velocidade e direções da aceleração de um objeto.

ACELULARAquele que não possui células.

ACENESTESIA Ausência constante da sensação de bem-estar, que se observa em pacientes hipocondríacos e depressivos.

ACÊNTRICO Aquilo que se localiza na periferia, fora da região central.

ACEPTOR Diz-se do composto que tem a propriedade de unir uma determinada substância liberada em um meio através de outro composto, que seria o doador, como ocorre na química da neurotransmissão e nas reações enzimáticas..

ACERBIDADE Manifestação da capacidade de adstringência acompanhada de acidez.

ACÉRVULO Matéria arenosa, sabulosa, de algumas secreções glandulares, como a secreção pineal.

ACERVULOMA Tumor craniano composto de corpos de psammoma, contendo matéria calcárea.

ACESSO O mesmo que crise convulsiva ou paroxismo súbito ou ainda também denominado de ataque.

ACESSO DELIRANTE. Manifestações clínicas psicóticas em que idéias delirantes (místicas, persecutórias, eróticas, megalomaníacas) assumem o primeiro plano, em meio a elementos de confusão mental, distúrbios oníricos, distúrbios de comportamento (anormalidades da deambulação, fugas, reações agressivas). Tais manifestações são freqüentes em doenças psicóticas como a esquizofrenia e psicose maníaco depressiva.

ACESSÓRIO. Elemento auxiliar de estrutura hierarquicamente mais importante, com funções semelhantes à do órgão principal, com funções aditivas ou substitutivas, como feixes elétricos cardíacos que constituem as vias acessórias.

ACESSÓRIO, NERVO. Nervo sensitivo (ação cardio-inibitória) e motor, parcialmente craniano e espinhal, que inerva o trapézio, esternocleidomastoideo e faringe.

ACESSÓRIO, SINAL Evidência clínica que não é característica de uma doença.

ACESTOMA Tecido granuloso de formação recente precursor da cicatriz.

ACETABULECTOMIA Ressecção cirúrgica do acetábulo.

ACETÁBULO. Cavidade arredondada situada na superfície dos ossos da bacia, onde se encaixa a cabeça do fêmur; também recebe esta denominação o aparelho suctório da porção ventral de alguns vermes trematódeos.

ACETABULOPLASTIA. Cirurgia de reconstrução do acetábulo, geralmente após trauma.

ACETAL. Resultante da reação entre um aldeído e duas moléculas de álcool.

ACETALDEÍDO. Produto do metabolismo do álcool e fermentação de leveduras.

ACETAMINOFENOL. Também denominado de paracetamol, constitui produto farmacológico utilizado comfins analgésicos e antitérmicos, sem efeito anti-inflamatório e potencialmente tóxico para o fígado em doses acima de 140 mg/kg de pêso.

ACETANILIDA. Produto obtido a partir do ácido acético glacial e da anilina na forma cristalina ou em pó, com efeito analgésico, anti-inflamatório e antipirético, porém, com importante potencial de toxicidade.

ACETARSOL. Composto arsenial utilizado como tricomonicida e amebicida.

ACETATO. Sal do ácido acético.

ACETAZOLAMIDA. Produto farmacológico inibidor da anidrase carbônica, com efeito diurético, utilizado como coadjuvante em disritmia cerebral e no tratamento do glaucoma, para redução da pressão intra-ocular.

ACÉTICO, ÁCIDO. Substância incolor, ácida, de ponto de fusão situado a 17ºC. Largamente usado para fins domésticos como vinagre, solução a 7%. O azedume do vinho nada mais é que sua transformação em ácido acético, realizada por um minúsculo cogumelo (Micoderma aceti). O ácido acético concentrado é muito cáustico e por isso utilizado na cauterização de verrugas. A ingestão de ácido puro ou pouco diluído causa queimaduras profundas nas mucosas da boca e do esôfago. O paciente deve beber grande quantidade de água para diluir o ácido. Contrariamente ao que se poderia pensar, é perigoso neutralizar o ácido acético com bicarbonato de sódio. A reação entre as duas substâncias produz grande quantidade de gás que provoca dilatação do estômago. A assistência é dirigida a  fazer  lavagem de estômago e administração  posterior de alcalinos para neutralizar o ácido.

ACETIL CO.A D. C. C., DÉFICIT DE. Também conhecida como Déficit de SCAD, Miopatia Lipídica associada com Déficit de SCAD (Short Chain Acid Deficiency), é uma enfermidade metabólica rara, do grupo de oxidação de ácidos graxos, de transmissão autossômica recessiva, que se manifesta em jejum prolongado, produzindo hipoglicemia com cetonemia normal, podendo ser diagnosticada erroneamente como morte súbita do lactante ou Síndrome de Reye. É causada pela deficiência da enzima deshidrogenase da acil-CoA de cadeia curta, apresenta uma forma infantil que se manifesta em neonatos, caracterizada por hipotonia (tônus muscular anormalmente diminuído) e acidemia orgânica (grupo de enfermidades metabólicas caracterizadas por excesso de ácido no sangue e urina), letargia e coma.
A forma tardia o do adulto, mais leve, na qual a maioria dos pacientes não apresentam episódios de coma em jejum, apenas com um atraso do desenvolvimento e crescimento, hipotonia, e em laboratório se detecta uma acidose crônica e um déficit secundário de carnitina, tanto a nível plasmático como tissular. O diagnóstico definitivo é a constatação de redução da atividade da SCAD em cultura de fibroblastos; o tratamento é com redução da ingestão de gorduras e evitar o jejum prolongado.

ACETIL CO.A D. C. L., DÉFICIT DE. Também denominada de Déficit de Acil CoA Deshidrogenase de Cadeia Longa, Aciduria Dicarboxílica Causada por Defeito na Beta Oxidação dos Acidos Graxos, Hipoglicemia não Cetótica por Déficit de Acil CoA Deshidrogenase de Cadeia Longa, Déficit de LCAD e VLCAD (Long Chain Acid Deficiency), é uma enfermidade rara do metabolismo oxidativo dos ácidos graxos de transmissão genética autossômica recessiva. As manifestações podem ocorrer desde idade precoce até idade adulta, com hipoglicemia com cetonemia normal, com sintomas aparecendo em períodos de jejum. As manifestações mais comuns são letargia, vômitos, convulsões, distúrbios respiratórios, podendo ir até o coma. Pode apresentar hipotonia, aumento do fígado, rabdomiólise e miocardiopatia. Entre os dados de laboratório podemos observar a presença de hipoglicemia hipocetósica, junto com alterações das provas de função hepática, com presença de um nível de amônia elevada no sangue e a presença de déficit secundário de carnitina. O perfil de ácidos orgânicos na urina mostra uma alteração específica de utilidade diagnóstica, que é a acidúria dicarboxílica hipocetósica. O diagnóstico específico se dá com a detecção de baixa atividade enzimática de LCAD ou VLCAD em cultura de fibroblastos.

ACETIL CO.A D. C. M., DÉFICIT DE. Também denominada de Déficit de Acil CoA Deshidrogenase de Cadeia Média, Hipoglicemia não Cetótica por Déficit de Acil CoA Deshidrogenase de Cadeia Média, Déficit de MCAD e VMCAD (Medium Chain Acid Deficiency), é uma enfermidade rara do metabolismo oxidativo dos ácidos graxos ocorrendo em Europeus Orientais, homozigóticos, com transmissão autossômica recessiva.
As manifestações podem ocorrer desde idade precoce até idade adulta, podendo provocar morte súbita neonatal (25% dos casos agudos), com hipoglicemia com cetonemia normal, com sintomas aparecendo em períodos de jejum. As manifestações mais comuns são letargia, vômitos, convulsões, distúrbios respiratórios, podendo ir até o coma, principalmente nos casos de neonatos; os casos de adultos são bastante toleráveis. Geralmente no adulto não apresenta hipotonia, rabdomiólise e miocardiopatia. Entre os dados de laboratório podemos observar a presença de hipoglicemia hipocetósica, junto com alterações das provas de função hepática, com presença de um nível de amônia elevada no sangue e a presença de déficit secundário de carnitina.
O perfil de ácidos orgânicos na urina mostra uma alteração específica de utilidade diagnóstica, que é a acidúria dicarboxílica hipocetósica. O diagnóstico específico se dá com a detecção de baixa atividade enzimática de MCAD ou VMCAD em cultura de fibroblastos.

ACETILCISTEÍNA. Produto farmacológico utilizado para fluidificação de secreção mucosa, pricipalmente de brônquios e também no tratamento do envenenamento por acetaminofenol.

ACETILCOENZIMA A. Produto resultante da junção de Coenzima A e ácido acético.

ACETILCOLINA. Substância transmissora de impulsos nervosos no sistema nervoso central, nos gânglios e na transição entre os nervos e os músculos e também na extremidade de terminações nervosas em certos órgãos. Pela da sua propriedade de transmitir estímulos, é também chamada “substância transmissora”, liberada durante os impulsos nervosos.
O seu efeito é de curta duração, em virtude da presença de uma enzima, a colesterinase, que a desdobra em ácido acético e colina.

ACETILCOLINESTERASE. Enzima que bloqueia a ação da acetilcolina, que é encontrada em glóbulos vermelhos, tecidos musculares e nervosos.

ACETILENO. Produto gasosos, com odor semelhante ao alho, incolor, inflamável, com alto teor explosivo.

ACETILSALICÍLICO, ÁCIDO. Substância popularmente conhecida pelo nome registrado de aspirina. Combate dores de cabeça, dores nevrálgicas, febres causadas por infecção ou resfriados. É também usado contra a gota e dores reumáticas e articulares, diminuindo-as e eliminando-as provisoriamente. A este respeito, convém notar que o ácido acetilsalicílico não tem efeito nenhum sobre a causa da doença. Baixar a febre causada por infecção não quer dizer curar a infecção. Não se deve deixar este remédio ao alcance de crianças pois é tóxico. O uso indiscriminado pode provocar complicações como gastrites e hemorragias no estômago. Pode ocorrer alergia ao salicilato. Trata-se do medicamento de maior uso no mundo.

ACETILTRANSFERASE. Enzima que tem por função a transferência de grupos acetila de um composto para outro.

ACETÍMETRO. Equipamento utilizado para dosagem de ácido acético.

ACETOACÉTICO, ÁCIDO. Produto resultante da oxidação parcial de gorduras, constituindo um corpo cetônico, que o organismo produz em Diabetes descompensado e em casos de inanição.

ACETOBACTER. Bactérias na forma de bastão, não patogênicas, com ação na transformação de vinho em vinagre.

ACETOEXAMIDA. Hipoglicemiante oral que pode ser usado em Diabetes tipo II.

ACETOFENAZINA. Produto farmacêutico anti-psicótico, pertencente ao grupo das feonotiazinas.

ACETOFENETIDINA. Sinônimo de fenacetina.

ACETOÍNA. Substância química que é produto da fermentação da glicose pela Enterobacter aerogenes, que apresenta odor semelhante ao da manteiga.

ACETOLASE. Enzima catalizadora da reação química de formação de ácido acético a partir de álcool.

ACETONA. Líquido incolor, inflamável, volátil, de odor agradável, miscível com água, álcool, éter e clorofôrmio, é a mais simples e importante das cetonas. É usada em sínteses de outros compostos como solvente em geral, mais especialmente do acetato de celulose, pinturas e lacas. Também em preparação de resinas, fibras, produtos farmacêuticos e, em eletrônica, como agente de limpeza e secagem. A acetona aparece no organismo quando este é incapaz de metabolizar os glicídios (açúcares). Quantidades consideráveis de corpos cetônicos passam então para o sangue e dele para a urina (acetonúria). O caso mais comum é o do diabético. Entretanto, observa-se também a presença de corpos cetônicos no sangue e na urina, por ocasião de jejum prolongado, de febre intensa e violenta e numa afecção própria da infância, geralmente benigna, em que o hálito e os vômitos têm cheiro de acetona.

ACETONEMIA. Presença de concentração elevada de acetona na circulação, geralmente em acidose diabética.

ACETONITRILA. Produto químico tóxico, contendo cianeto, utilizado em cosmética de unhas, com capacidade de envenenamento semelhante aos demais cianetos, também observável como subproduto do cigarro.

ACETONÚRIA. Presença anormal de corpos cetônicos na urina, o que é verificado em Disbetes descompensado e em estados de desnutrição extrema.

ACETOSO. Aquilo que apresenta gosto azedo.

ACETUM. Composto dissolvido em solução fraca de vinagre.

ACHARD THIERS, SÍNDROME DE. Também denominada da Síndrome da Mulher Diabética Barbada ou Adenoma Virilizante da Mulher Adulta, é uma doença rara caracterizada por presença de Diabetes tipo II e virilização, afetando mulheres pós-menopausa em decorrência de produção aumentada de hormônios adrenocorticais (11 hidroxiesteroides) pelas glândulas supra-renais, podendo acompanhar-se de outras intercorrências como hipertensão arterial e cardiopatias.

AChE. Denominação abreviada da Acetilcolinesterase.

ACHROMOBACTER. Bacilos Gram negativos encontrados na flora intestinal, potencialmente causadores de graves infecções hospitalares.

ACIANOBLEPSIA. Distúrbio visual que se caracteriza pela incapacidade de reconhecimento da cor azul, também denominado de acianopsia.

ACIANÓTICO. Aquele que não apresenta cianose.

ACÍCLICO. Aquele que não se apresenta em ciclos; composto alifático.

ACICLOVIR. medicamente antiviral, eficaz contra o herpes simples e citomegalovírus.

ACICULADO. Estrutura em forma de agulha.

ACIDAMINÚRIA. Eliminação anormal de aminoácidos pela urina.

ACIDEMIA. Concentração anormal de ácidos no sangue, conseqüente a acidose metabólica ou respiratória, apresentando queda do pH

ACIDEMIA ISOVALÉRICA. Também denominada de Déficit de Isovaleril CoA Deshidrogenase Acida, Déficit de Isovaleril CoA Carboxilase, Acromatopsia. A Acidemia isovalérica é uma enfermidade matabólica hereditária, causada pela deficiência de uma enzima denominada de isovaleril CoA deshidrogenase. A doença se manifesta em modo intermitente e existem formas clínicas agudas e crônicas. Na forma aguda os pacientes apresentam geralmente vômitos, anorexia e apatia, letargia, podendo chegar ao coma, com muitos casos indo a óbito na primeira semana de vida. Com tratamento com glicínia, carnitina e uma dieta baixa em proteínas, os enfermos podem evoluir para uma forma crônica intermitente, caracterizada por apresentar episódios recorrentes de vômitos e letargia, podendo viver quase que normalmente.

ACIDEMIA LÁTICA E PIRÚVICA. Também denominada de Acidemia Lática e Pirúvica, com Ataxia Episódica e Debilidade, Ataxia Intermitente com Déficit de Piruvato Deshidrogenase ou Acidemia Lática e Pirúvica, Sensíveis a Carboidratos. Trata-se de uma doença metabólica rara, que pertence ao grupo das doenças do metabolismo intermediário do carboidrato associado com acidose lática. Pode ser suspeitada quando ocorre distúrbio respiratório do tipo "respiração de Kusssmaul", com deterioração da consciência podendo ir até o coma, colapso cardiovascular, insuficiência renal e óbito. O complexo Piruvato Desidrogenase possui três componentes (E1, E2 e E3), sendo que o déficit de E1 é o mais grave, com início no período neonatal, acompanhado geralmente de defeitos do sistema nervosos central (lesões císticas na substância branca e agenesia de corpo caloso), indo a óbito precocemente. Quando sobrevivem até idade maior, necessitam de dieta rica em hidratos de carbono e tendem a apresentar uma acidose metabólica menor, com ataxia e fácies semelhante à Síndrome Alcoólico Fetal. O déficit de E2 é muito raro e associada a retardo mental significativo. O déficit de E3 se comporta como um quadro de acidose lática típica, e se caracteriza por vômitos, irritabilidade, letargia (carência de energia), hipotonia (tônus anormalmente diminuído dos músculos), crises convulsivas, ataxia, movimentos oculares anormais, atrofia (diminuição de volume e peso de um determinado órgão) ótica e coma. Pode existir atraso no desenvolvimento psicomotor (atraso na aquisição das habilidades que requerem a coordenação da atividade muscular e mental).

ACIDENTE. Acontecimento fortuito que surge quer no estado hígido, quer no decurso de uma doença, determinando lesões orgânicas ou agravando outras já existentes.

Acidentes terapêuticos. Complicações resultantes da utilização de medicamentos, seja por dose excessiva, alergia, efeito colateral ou interação com outros medicamentos.

Acidente vascular cerebral. Lesão do cérebro que surge como intercorrência de outra doença, por exemplo, rotura de aneurisma cerebral, aterosclerose de carótidas e ramos ou embolia de trombo localizado em coração ou Aorta.

Acidente vascular. Lesão no sistema circulatório que surge inesperadamente (trombose, embolia).

Acidente elétrico. Lesões provocadas pela passagem de corrente elétrica (queimadura, choque, etc.).

Acidente ofídico. Lesões provocadas por picadura de cobra venenosa, podendo fazer graves lesões de pele e lesões renais; tem terapia específica por soro.

Acidente Peçonhento: . Termo que indica o estado mórbido ou o agravo clínico determinado pela inoculação de peçonha num organismo por um animal.

ACIDEZ, GRAU DE. Nível de concentração de ácido ou, mais exatamente, em íons de hidrogênio (H+). O suco gástrico representa o grau mais elevado de acidez: 5,69g de ácido clorídrico por litro. A azia, sensação de queimadura no estômago e vias superiores do aparelho digestivo, nada mais é que excessiva secreção de ácido clorídrico, em outras palavras, uma hiperacidez. Existe o contrário, a hipoacidez, isto é, diminuição de suco gástrico. Freqüente nos velhos, podendo evoluir até o desaparecimento completo de ácido clorídrico no estômago, ou acloridria.

ÁCIDO. Todo composto que tem hidrogênio substituível por metais para formar sais. A quase totalidade dos ácidos são solúveis em água, têm sabor forte e avermelham o papel de tornassol. Grande número deles são prejudiciais ao organismo em estado puro, ou em solução concentrada. Em contraposição, certos ácidos, na maior parte orgânicos, constituem parte essencial da matéria viva: ácidos graxos, aminoácidos, nucléicos, etc. Outros são utilizados como medicamentos: ácido ascórbico, ácido acetilsalicílico, etc. Quase todos os ácidos são altamente cáusticos, sobretudo em estado puro. Queimam e destroem profundamente os tecidos. Em caso de contato do ácido com o olho, deve-se colocar o indivíduo sob uma torneira aberta, mas de pressão de água fraca, recebendo a corrente no olho conservado aberto. Jamais se deve neutralizar a ação do ácido por intermédio de uma solução básica instilada diretamente no olho ou mucosas. Se a queimadura se localizar na pele, ou em mucosas, deve-se também lavar a região com muita água, para diminuir a concentração e, portanto, a causticidade. Em casos de ingestão de ácido, os sintomas e sinais são bem característicos: queimaduras, dos lábios, mucosas da boca, faringe, esôfago, estômago e, às vezes, até dos intestinos: as dores internas são intensas; quase sempre aparece um edema; vômitos repetidos de líquido ácido e, ás vezes, marrom. Deve-se descrever exatamente os sintomas ao médico. A orientação será em dar muita água ao doente para diluir o ácido e, para neutralizar, carbonato de magnésio ou carbonato de cálcio. É preciso cuidar o mais possível que o doente faça o mínimo de esforço ao vomitar, pois contrações violentas podem provocar rompimento ou perfuração dos órgãos queimados.

ÁCIDO GAMA HIDROXIBUTÍRICO. Também conhecido como GHB, é um líquido inodoro, de gosto ligeiramente salgado, vendido em pequenos frascos (ocasionalmente apresentado em pó ou cápsula), classificado como sedativo-hipnótico, que quando usada em doses baixas (uma colher de chá), produz efeito em dez minutos, durando de 2 horas até 24 horas, com efeito euforizante semelhante ao álcool, produzindo relaxamento, desinibição, sociabilidade e sensação de felicidade; o aumento da dose pode produzir sonolência e atordoamento, com eventual náusea, vômito, espasmos musculares e eventual perda de consciência, dependendo de dose e sensibilidade. Doses excessivas levam ao coma e depressão respiratória, principalmente com uso simultâneo de álcool.

ÁCIDO GRAXO. Ácidos orgânicos que fazem parte da composição das gorduras ou lipídeos. Entre os ácidos graxos naturais, convém citar os ácidos butírico, capróico, oleico, linoleico, palmítico, esteárico, araquidônico. Nas gorduras do corpo humano, encontram-se principalmente os ácidos palmítico e esteárico. O ácido oléico é o mais encontrado em todas as gorduras vegetais. Certos ácidos graxos devem, obrigatoriamente, fazer parte da alimentação, pois o organismo humano é incapaz de sintetizá-los. São os ácidos graxos poli-insaturados (ácidos linoleico, linolênico e araquidônico) encontrados, sobretudo, em óleos e gorduras vegetais e atualmente sob forma de medicamentos. Enquanto os ácidos graxos saturados aumentam a assimilação do colesterol ao nível do intestino, os ácidos graxos poli-insaturados a diminuem e além disso favorecem sua eliminação pela bile.

ÁCIDO HIALURÔNICO: substância utilizada em cirurgia plástica, com objetivo de eliminar rugas.

ÁCIDO LISÉRGICO, DIETILAMIDA. Substância tóxica, usada como droga ilícita, capaz de provocar quadros alucinatórios graves, conhecida como LSD.

- ÁCIDO RETINÓICO 9-CIS. droga chamada retinóide, atualmente em estudos para uso em prevenção de tumores.

ACIDOSE. Diminuição da reserva alcalina do sangue provocada pelo aumento dos ácidos no organismo.
Habitualmente causada pelos corpos cetônicos (ácido acético, acetona, ácido beta-oxibutírico) na diabetes, e, em certas doenças do fígado e do rim e nos estados de fome ou desidratação.

ACIDÚRIA ARGININO SUCCÍNICA. Também conhecida como Déficit de Arginino Succinase, Erro Congênito da Síntese de Uréia, Alteração do Ciclo da Uréia. È uma enfermidade heredita´ria que causa déficit de enzimas que transformam o amoníaco em uréia, aumentando a concentração de amoníaco no sangue e tecidos.
Apresenta amonemia elevado pós natal, com elevada mortalidade. Uma forma sub-aguda provoca retardo mental, aumento do fígado, cabelos secos e quebradiços, parada do crescimento, lesão cerebral e coma.

ACIDÚRIA DICARBOXÍLICA. Também denominada de Déficit de Acil CoA Deshidrogenase de Cadeia Longa, Aciduria Dicarboxílica Causada por Defeito na Beta Oxidação dos Acidos Graxos, Hipoglicemia não Cetótica por Déficit de Acil CoA Deshidrogenase de Cadeia Longa ou Déficit de LCAD ou VLCAD (Long Chain Acid Deficiency). Trata-se de uma doença metabólica de origem genética, rara, causada por defeito na oxidação dos ácidos graxos de cadeia longa. As manifestações clínicas deste grupo de trastornos são muito semelhantes, aparecendo em situações de jejum, sendo freqüentemente diagnosticados erroneamente como morte súbita do lactente ou Síndrome de Reye. As suspeitas devem ser levantadas em presença de hipoglicemia hipocetósica (sem corpos cetônicos) Se deve pensar neste tipo de transtorno quando um recém nato apresente uma hipoglicemia hipocetósica após período de jejum. Pode evoluir com vômitos, letargia, convulsões, hipotonia, rabdomiólise e miocardiopatia, apresentando no perfil dos ácidos graxos dosados na urina a presença da acidúria dicarboxílica hipocetósica.

ACIDÚRIA GLICÓLICA. Também denominada de Hiperoxalúria Primária Tipo I e Oxalose, é uma enfermidade hereditária causada por um erro inato do metabolismo do ácido glicoxílico, causando deposição anormal de ácido oxálico em fígado, baço, rins, com aumento da excreção do mesmo na urina. Causa grande formação de cálculos urinários.

ACIDÚRIA GLUTÁRICA TIPO I. Também denominada de Aminoaciduria Dicarboxílica, Déficit de Glutaril CoA Deshidrogenase, Defeito de Transporte de Glutarato Aspartato, Acidemia Glutárica do Tipo I, trata-se de doença metabólica rara, de transmissão genética autossômica recessiva, com defeito no braço curto do cromossomo 19, causada pela carência da enzima Glutaril-CoA deshidrogenase, que atua no metabolismo da lisina, da hidroxilisina e do triptofano (aminoácidos essenciais), que produzem o ácido glutárico. As manifestações ocorrem a partir dos 02 anos, com retardo mental, discinesia, hipotonia, movimentos coreoatetósicos, que evoluem para posterior rigidez, convulsões, vômitos, cetose, aumento do fígado, transaminases elevadas, hiperamonemia, letargia e coma. O diagnóstico deve ser feito medindo a atividade enzimática em leucócitos ou glóbulos brancos e cultura de fibroblastos (células procedentes das células conjuntivas em proliferação). A morte geralmente sobrevém até os 10 anos de idade em consequência dos distúrbios metabólicos; alguns casos obtém boa resposta com dieta hipoproteica e tratamento medicamentoso.

ACIDÚRIA GLUTÁRICA TIPO II. Trata-se de doença metabólica rara causada por defeito na ruptura de compostos da Acetil-CoA, a qual atua no metabolismo da lisina, da hidroxilisina e do triptofano (aminoácidos essenciais), que produzem o ácido glutárico. Apresenta o2 formas, que são a IIA, neonatal, com herança materna, causando grande aumento de excreção de ácido glutárico na urina, grave. A forma IIB, de transmissão genética autossômica recessiva, apresenta as manifestações a partir dos 02 anos até os 30 anos, com discreto retardo mental, ataxia, deterioração mental progressiva, convulsões. Apresenta acidose com cetonemia normal e elevada excreção de ácido glutárico pela urina, com evidência de hipoglicemia. Compatível com sobrevivência normal, desde que se corrijam eventuais acidoses graves. Não há tratamento específico.

ACINESIA. Diminuição ou desaparecimento dos movimentos espontâneos e automáticos, e lentidão dos movimentos voluntários, independente de qualquer lesão da via motora principal. Representa um dos elementos fundamentais da doença ou mal de Parkinson e alcança o máximo no mutismo acinético. Diz-se também, da perda de contratilidade de segmento cardíaco após infarto do miocárdio.

ACITRETINA. droga retinóide, que pode ser utilizada na prevenção de tumores ou tratamento da psoríase.

ACLASIA DIAFISÁRIA. Também denominada de Exostose Múltipla Cartilaginosa, Condromatose Externa, Síndrome da Osteocondromatose Múltipla, é uma enfermidade rara, que acomete homens, atingindo a metáfise óssea em sua cartilagem de crescimento, predominando em ossos longos, provocando hipertrofia, desenvolvimento anormal provocando deformidades ósseas (exostoses), sendo transmitida geneticamente como autossômica dominante.

ACLIMATAÇÃO. Adaptação física e psíquica do organismo humano a um novo ambiente. Os fatores que entram em jogo são múltiplos: altitude, temperatura, umidade, etc. Um indivíduo que passa, de repente, da planície para a montanha, ou de clima temperado para tropical, sofrerá alterações funcionais do organismo durante certo tempo, até que reencontre o equilíbrio biológico. A mudança de altitude, devido ao oxigênio rarefeito, interfere sobretudo na respiração e na circulação (promove aumento dos glóbulos vermelhos), enquanto a diferença de temperatura e de umidade repercutem principalmente nas funções termo-reguladoras, isto é, no conjunto de funções próprias a manter o equilíbrio da temperatura do corpo (glândulas sudoríparas, respiração, etc.). Os sistemas nervoso e hormonal sofrem também alterações durante um espaço de tempo variável de acordo com o indivíduo e as mudanças climáticas.

ACLORIDRIA. Ausência de ácido clorídrico no suco gástrico de que normalmente faz parte integrante. Comum nos idosos, e em jovens pode ser sinal de doença estomacal ou de anemia perniciosa.

ACNE. Termo que serve para designar um conjunto de erupções cutâneas de etiologia diversa e ainda mal definida e que têm como ponto de partida uma alteração das glândulas sebáceas, que em regra evoluem para foliculites supuradas.

ACNE JUVENIL (vulgar). Afecção própria dos adolescentes, durante a puberdade. As glândulas sebáceas tornam-se por demais ativas e o sebo em excesso aumenta intensamente a oleosidade da pele. Chega um ponto em que a produção de gordura é tal que obstrui as próprias glândulas; formam-se pontos pretos (cravos), onde a glândula pode infeccionar-se; aparecem, então, pontos vermelhos, que se tornam brancos e depois se abrem para escoamento do pus. Geralmente, as espinhas desaparecem sem deixar sinal. Frequentemente a eliminação do pus se torna impossível devido à completa obstrução da glândula. As espinhas então desenvolvem-se, inflamam-se, endurecem e formam pústulas (foliculites) dolorosas e pouco estéticas. Se a acne pustulosa não é bem tratada provavelmente deixará feias cicatrizes. A acne juvenil ataca cerca de 90 por cento dos adolescentes entre doze e dezoito anos, desaparecendo na idade adulta. Localiza-se naturalmente nas regiões em que as glândulas sebáceas são mais numerosas, isto é, em primeiro lugar, no rosto, nas costas e no peito. As causas são múltiplas e complexas: ligeiro desequilíbrio hormonal devido à produção crescente de andrógenos; regime alimentar muito rico em gordura animal e desequilibrado; tendência à seborréia, etc. Como prevenção da acne sugere-se a higiene adequada da pele, banhos de sol, exercícios ao ar livre, alimentação sadia com exclusão de excessos de gorduras e óleos (manteiga, toucinho, nozes, queijo, leite integral), pimenta, álcool, café, fumo, chocolate, sobremesas muito substanciais e gordurosas, etc. Se mesmo assim a acne surgir, deve-se consultar um dermatologista. Conforme a gravidade, as prescrições variam entre banhos de raios ultravioletas, vitamina A, sabonetes medicinais específicos e até medicamentos de uso interno. Não espremer a acne, pois há risco de infecções secundárias.

ACNE ROSÁCEA. Modalidade de Acne que atinge apenas maçãs do rosto, nariz e barba, acometendo adultos, dando um aspecto grosseiro à pele local, avermelhado e com superfície irregular, com telangiectasias e deformidade nasal, que se apresenta avermelhado e bulboso (rinofima).

ACNE (TRATAMENTO) As opções de tratamento para Acne partem de alguns princípios gerais que todos os pacientes podem e devem obedecer, a menos que haja orientação em contrário de um Dermatologista:
1. Nunca esprema as erupções da Acne, pois você poderá provocar um grande aumento do processo inflamatório local. Os comedões podem ser removidos somente por indicação e por ação de um profissional de saúde experiente. Com tratamento apropriado, a Acne deve regredir sem espremer.
2. Lave delicadamente sua face duas vezes um dia com um sabonete suaves e neutro. A lavagem vigorosa da pela e o ato de esfregar podem irritar a sua pele e piorar a Acne.
3. Use sempre cosméticos e material de toalete que você tem certeza que não pioram a sua Acne.
4. Evite usar as substâncias que podem agravar sua Acne, tal como substâncias oleosas, roupa irritante ou o equipamento que você já observou que piora o estado de sua pele.
5. Tenha paciência em esperar os resultados dos produtos farmacêuticos e cuidados gerais utilizados para o combate à Acne; nunca os resultados serão imediatos. O tempo necessário para observação de resultados positivos será uma consequência do estado de sua pele, medicamento utilizado, cuidados gerais e pela imponderável condição individual da sua pela; somente o seu Dermatologista poderá definir um prazo mínimo para a observação de resultados.
6. Alguns produtos da acne podem aumentar a sensibilidade da pele à luz solar e à luz ultravioleta artificial; por isto, observe rigorosamente as orientações de seu Dermatologista.
Caso os resultados não sejam os previstos após um tempo necessário de observação, é um direito seu, procurar a opinião de outro Dermatologista.
Abaixo, os tratamentos disponíveis na atualidade para o Tratamento da Acne, o que deve ser sempre orientado por um Dermatologista:
Medicamentos Tópicos
Os medicamentos tópicos mais eficazes da acne devem ser utilizados somente com a prescrição do médico. Como com todos os produtos farmacêuticos potentes, devem ser usados somente após o exame clínico por um médico e sob a supervisão deste. Os medicamentos tópicos prescritos incluem os antibióticos tópicos e os produtos retinoides tópicos.

Antibióticos Tópicos
Os antibióticos usados localmente no tratamento da Acne são utilizados em função de sua ação antibacteriana local, em função de um processo infeccioso conjunto. Todos os antibióticos são as drogas poderosas que devem ser usadas orientado por um médico. Os antibióticos tópicos normalmente não são indicados para uso isolado, sendo ministrados usualmente associado a outros produtos, por longo prazo de tempo. Deve se levar sempre em conta os riscos de resistência bacteriana.

Outro produto utilizado é o Ácido Azelaico, que é um ácido natural, que é adaptado ao uso para tratar a Acne. Suas ações principais são a de antimicrobiano, atuando sobre o microrganismo Propionibacterium, e também provocando a diminuição da hiper-queratinização, inibindo a formação do comedão. A Propionibacterium é o microrganismo predominante no folículo sebáceo. Admite-se atualmente, que este microrganismo atuam na Acne, liberando os produtos metabolicos que contribuem para o processo inflamatório que ocorre na Acne. O ácido Azelaico é aplicado na forma de creme, por períodos de vários meses.

A Eritromicina é um antibiótico do grupo dos macrolideos, é ativo de contra um largo espectro de bactérias. É utilizado na forma tópica para o tratamento da Acne vulgaris, considerando seus efeitos antimicrobianos e antinflamatórios tópicos. A associação com um peróxido, combinando eritromicina/benzoil, soma os efeitos de dois agentes antimicrobianos, mais a redução da oleosidade da pele.

A Clindamicina é um outro antibiótico semisintético utilizado, com a atividade antimicrobiana similar àquela da eritromicina, também sendo utilizado por tempo prolongado.

A Tetraciclina é outro antibiótico de largo espectro que pode ser utilizado na Acne, um dos pioneiros nesta função. Os efeitos colaterais indesejáveis do odor e de manchar amarelo da pele limitaram a aceitação deste agente tópico.

As Sulfonamidas formam outro grupo de agentes antibacterianos, disponíveis em vários sais diferentes, utilizados de acordo com a experiência profissional de cada Dermatologista e dependendo de cada caso individual.

A definição de usar ou não, deverá ser sempre prerrogativa do Dermatologista do paciente, que é quem poderá determinar para cada paciente individual se os antibióticos tópicos são necessários, e qual o antibiótico tópico que deve ser prescrito.

Retinóides Tópicos
Os Retinoides constituem uma classe de produtos derivados da família da vitamina A. Os retinoides são muito potentes como medicamentos anti-Acne, interferindo no desenvolvimento dos folículos sebáceos e formação dos comedões da Acne. Os Retinoides é podem ser utilizados como medicamento tópico ou por via sistêmica (ingestão oral.

Os Retinóides podem produzir muitos efeitos colaterais, como vermelhidão da pele, secura e espessamento da pele no local da aplicação tópica.Não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou com risco de engravidar, devido a possibilidade de malformações congênitas.

Entre os retinoides utilizados, temos:

Tretinoina, que é um produto natural, formado por um derivado ácido da vitamina A. Normalmente, este tipo de vitamina é fundamental para a visão normal, a manutenção da pele. Tretinoina influencia os ciclos de crescimento e descamação da pele, desenvolvimentos dos folículos sebáceos e formação dos comedões da Acne. A tretinoina tópica está disponível na forma de um creme, um gel ou uma solução, que sempre deverão ser prescritos por um Dermatologista.

O Adapalene é um retinoid sintético aplicado como um gel ou um creme, tem o retinoide potente e a atividade antinflamatória. Os efeitos colaterais são similares àqueles da tretinoina.

O Tazarotene é um retinoide sintético aplicado como um gel ou um creme, age no ciclo folicular, atingindo os mesmos objetivos da tretinoina, porém com mecanismo diferente. Os efeitos laterais, porém, são similares àqueles da tretinoina.

Medicamentos Orais

Antibióticos Orais
Os antibióticos de largo espectro, utilizados por tempo prolongado, tem por finalidade a redução das populações bacterianas nos folículos sebáceos, contendo a reação inflamatória da Acne. Entre os antibióticos mais utilizados por via oral, estão a Tetraciclina, a Eritromicina, a Minociclina e a Doxiciclina. A utilização de um ou outro antibiótico decorre da condição individual de cada paciente, riscos de efeitos colaterais, malformações congênitas em grávidas, etc.

Terapias Hormonais
No homem, os hormônios androgenicos são conhecidos por ter efeitos fisiológicos nos folículos sebáceos, podendo promover o desenvolvimento da Acne. A finalidade da terapia hormonal é bloquear ou diminuir o efeito androgênico danosos pata a Acne.

O estrógeno é um hormônio "feminino" que neutraliza os efeitos dos hormônios androgenicos e diminui a secreção das glândulas sebáceas nos folículos. O estrógeno tem efeitos fisiológicos na conformação corporal e seu uso deve ser monitorado com muito cuidado. O uso do estrógeno sozinho no tratamento da acne pode ser indicado em pacientes selecionados com muito cuidado.

Os estrógenos são freqüentemente utilizados na Acne, através da prescrição de anticoncepcionais orais. A terapia hormonal pode ser um tratamento da escolha para as mulheres cuja Acne não responde ao outros medicamentos.

Corticosteróide
Estas drogas tem efeito antinflamatório poderoso e podem ser prescritas para prazos curtos de tempo, para tratar a Acne muito severa. Seus efeitos metabólicos limitam o uso em longo prazo, porém a curto prazo podem ajudar a reduzir a produção de androgênicos. O corticosteróide pode induzir o desenvolvimento da Acne esteróide/dependente com uso prolongado.

Outras Terapias Hormonais
A Espironolactone pode reduzir a produção da secreção de sebo e melhora a Acne em alguns pacientes. Os efeitos laterais incluem o menstruation irregular nas mulheres, aumento da sensibilidade na mama, dor de cabeça e cansaço fácil.

A Flutamida é um produto anti-androgênico prescrito às vezes junto com um contraceptivo oral para tratar a Acne e o hirsutismo (excesso de pelo corporal) nas mulheres. Não deve ser utilizado por mulheres grávidas.

A Isotretinoina, um retinóide sintético é a droga a mais eficaz disponível para o tratamento da acne cística severa e a Acne resistente a outros medicamentos, conseguindo reduzir significativamente os casos graves de Acne, constituindo-se no produto mais eficaz da atualidade. Por outro lado, pode produzir um grande número de efeitos colaterais, tais como secura da pela e mucosas, dor de cabeça, depressão, náuseas, vômitos, alteração no sangue, malformações congênitas em grávidas, etc. Deve ser sempre prescrita e acompanhada em seu uso por médico.

ACOLIA. Redução acentuada da secreção biliar. Quando a bile segregada é desprovida de pigmentos, diz-se que há acolia pigmentar que é um dos sintomas digestivos da síndrome da insuficiência hepática das cirroses ou obstrução de condutos biliares que se observa em tumores, como o de pâncreas. Quando há acolia, as fezes são claras, descoradas, podendo, no entanto, ser escuras depois de refeições em que entrem espinafres ou carnes.

ACOMODAÇÃO VISUAL. Mecanismo fisiológico que permite ao órgão visual adaptação suficiente para uma visão nítida a diversas distâncias. Essa função é realizada pelo cristalino, que atua como uma lente e pelos músculos ciliares.

ACOMODAÇÃO VISUAL. Mecanismo fisiológico que permite ao órgão visual adaptação suficiente para uma visão nítida a diversas distâncias. Essa função é realizada pelo cristalino, que atua como uma lente e pelos músculos ciliares.

ACONDROGÊNESE. Também denominada de Nanismo Neonatal Letal, Osteocondrodisplasia Letal, Hipocondrogênese, Condrogênese Imperfeita, é uma doença de origem genética, autossômica recessiva, apresenta-se como um nanismo observado em período neonatal, com ossos muito curtos, falta de desenvolvimento de costelas e outros ossos, com cabeça de tamanho normal, porém extremamente mole; implica de risco e redução de expectativa de vida desde o período intra-uterino.

ACONDROPLASIA. é uma doença de origem genética, com comprometimento do crescimento ósseo desde o nascimento. Ocorre em cada 20.000 nascidos vivos, ocorrendo em todas raças e ambos sexos.
A utilização de hormônio de crescimento em Acrodroplasia está sendo objeto de avaliações em vários serviços a nível mundial, assim como o uso de intervenções cirúrgicas para aumento do comprimento dos ossos.

ACONDROPLASIA ATÍPICA. Também denominada de Hipocondroplasia, Acondroplasia Tardia, é uma enfermidade esquelética hereditária, onde o nanismo se evidencia no desenvolvimento na infância tardia, apresentando cabeça de tamanho e forma normais, com pés e mãos de forma normal, porém de pequeno tamanho.

ACONITINA. Alcalóide do acônito. Substância extremamente tóxica, que pode causar envenenamentos mortais. Em farmácia, sob forma granulada, é usada exclusivamente, ou quase, contra nevralgias faciais do trigêmio. Sintomas da intoxicação são muito característicos: formigamentos e picadas na língua, boca, faringe, distúrbios respiratórios, visuais, auditivos, da sensibilidade táctil, ligeira paralisia dos membros inferiores, síncope, angústia, e asfixia.

Em Pronto Socorro, deverá ser feita uma lavagem; cuidados respiratórios podem ser necessários.

ACRILAMIDA Substância química danosa para o organismo humano se for engolida ou inalada. Também prejudicial se for absorvido através da pele. Causa irritação à pele, olhos e trato respiratório. Pode causar câncer (o risco de câncer depende na duração e nível de exposição). Afeta o sistema nervoso central e periférico e o sistema reprodutor e potencialmente pode causar má formação congênita. Pode polimerizar explosivamente se aquecido ao ponto de fusão. Considerando que pode ser subproduto de frituras ou assados de alguns carboidratos à altas temperaturas, discute-se a capacidade de produzir câncer em humanos nestas situações.

ACROCEFALIA. Defeito de formação da caixa craniana. A cabeça é achatada lateralmente, a testa muito levantada e a região occipital esta alongada para o alto, onde o conjunto apresenta um tronco de cone irregular. Esta anomalia é causada pela ossificação prematura das suturas entre certos ossos cranianos. A acrocefalia pode ocasionar distúrbios de visão que começam geralmente no fim do primeiro ano de vida.
Os olhos são exorbitantes e o nervo ótico pode ser lesado pela pressão anormal dos ossos cranianos. Feito o diagnóstico, o médico poderá indicar intervenção cirúrgica, para descomprimir as meninges e, deste modo, evitar a cegueira.

ACROCEFALOSINDACTILIA V, SUBTIPO I, SÍNDROME DA. Também conhecida como Síndrome de Pfeiffer, Síndrome de Noack Tipo I, corresponde a doença hereditária rara, que apresenta craniosinostose, exoftalmia, polegares largos, sindactilia, torrebraquicefalia, assimetria crânio-facial, hipoplasia maxilar, hipertelorismo, ptose palpebral estrabismo, palato em ogiva, má oclusão dental, hipoplasia de falanges médias com polegar curto e largo. Pode apresentar retardo mental hidrocefalia, convulsões, clinodactilia, coxa valga, estenose pilórica, hérnia umbelical, hipoplasia do nervo óptico, hipoplasia de coanas, ausência de conduto auditivo externo, dentes supranumerários, hipertrofia gengival.

ACROCEFALOPISINDACTILIA TIPO I. Também denominada de Síndrome de Apert, Oxicefalia Sindactílica, é uma enfermidade hereditária rara, provocada por mutações de fatores de crescimento de fibroblastos, com alteração cromossomial ao nível do braço longo do cromossoma 10, podendo ser transmitida geneticamente como autossômica recessiva. Esta doença apresenta malformações de crânio (craniosinostose), oxicefalia, hipertensão intracraniana, retardo mental, edema de papila, cegueira, atrofia auditiva e óptica, malformações de face, mãos e pés (sindactilia), hipertelorismo, exoftalmia, macroglossia, má oclusão dental, palato em ogiva, fenda palatina, além de diversas outras malformações funcionais. Há necessidade de tratamento cirúrgico para descompressão intracraniana e tratamento de eventuais correções funcionais.

ACROCEFALOPOLISINDACTILIA TIPO III. Também denominada de Síndrome de Sakati Nyhan, ACPS com Hipoplasia das Pernas, é uma enfermidade hereditária rara, que admite-se que seja causada por mutação genética, que se caracteriza por apresentar malformações da cabeça, face, mãos, pés, pernas e doença cardíaca congênita.

ACROCEFALOPOLISINDACTILIA TIPO IV. Também conhecida como Síndrome de Goodman, é uma doença hereditária rara, transmitida como autossômica recessiva, que produz alterações intensas de cabeça, face, mãos e pés, além de doenças cardíacas congênitas complexas, constituindo uma variável da Acrocefalopolisindactilia II (Síndrome do Carpinteiro).

ACROCIANOSE. Cianose, ou coloração violácea da pele, restrita às extremidades, em conseqüência de deficiência circulatória localizada.

ACRODERMATITE ENTEROHEPÁTICA. Também conhecida como Síndrome de Brandt, Síndrome de Danbolt Cross e Deficiência Congênita de Zinco, é uma enfermidade que apresenta uma forma congênita e uma adquirida, sendo que a primeira é uma doença genética que se caracteriza por presença de malformações intestinais, dermatite pustulosa em volta da boca e do ânus, dos olhos e dos dedos (paroníquia); a presença de anormalidades corticais (atrofia) produz possibilidade de presença de irritabilidade e freqüentes distúrbios emocionais na fase aguda da doença.
A forma adquirida ocorre em pacientes submetidos a alimentação parenteral venosa, por carência de zinco.

ACRODERMATITE INFANTIL LIQUENÓIDE. Também conhecida como Síndrome de Gianotti Crosti ou Acrodermatite Popular Infantil, é uma enfermidade mediterrânea de pele, rara, ocorrendo dos 09 meses aos 09 anos, manifestando-se por exantema maculo papuloso rosado, em mãos , punhos e pernas, disseminando-se posteriormente para nádegas, braços e pescoço, acompanhado de febrícula, micropoliadenopatias, faringite em evolução de virose aguda.

ACRODINIA. Doença da primeira infância, que se admite ser é causada por infecção do sistema nervoso, atribuída, às vezes, a um vírus ainda desconhecido. O início desta infecção passa, em geral, despercebida. A doença é curada  espontaneamente em alguns meses, na maioria das vezes sem deixar nenhuma seqüela.

ACRODISOSTOSE. Enfermidade rara, caracterizada por disostose periférica (ossos de mãos e pés curtos e mal formados), hipoplasia nasal e retardo mental, produzindo crescimento retardado, baixa estatura e anomalias crânio-faciais características, em função de hipoplasia de queixo, nariz, hipertelorismo e presença de epicanto. Alguns autores admitem que possa se tratar de forma variante da Osteodistrofia Hereditária de Albright, que é o pseudo-hipoparatireoidismo normocalcêmico.

ACROFOBIA. Temor mórbido pelas grandes alturas, muitas vezes fazendo parte da síndrome do pânico.

ACROGERIA FAMILIAR. Também conhecida como Síndrome de Gottron, Microgiria Familiar, é uma enfermidade hereditária rara, autossômica recessiva, que provoca progeria (envelhecimento precoce), pele frágil devido a atrofia subcutânea, mãos e pés pequenos recobertos de pele fina e frágil, veias visíveis no peito, baixa estatura e micrognatia.

ACROMATOPSIA. Estado patológico da visão no qual o indivíduo não possui capacidade de distinguir as cores devido a escassez de cones na retina, sendo sensível à presença de luminosidade.

ACROMEGALIA. Afecção caracterizada por gigantismo, com aumento anormal da dimensão dos pés, mãos, lábios, narinas, maçãs do rosto, arcadas superciliares, língua e mandíbula inferior. Aparece geralmente depois da puberdade e sua evolução é muito lenta.
A causa é um tumor no lobo anterior da hipófise (adenoma das células eosinófilas) cuja secreção muito abundante perturba o equilíbrio hormonal. A critério médico, o tumor poderá ser extirpado por via cirúrgica ou destruído por aplicação de  radioterapia.

ACROMELALGIA. Também denominada de Acromelalgia Hereditária, Anxietas Tibialis, Síndrome de Ekbom, Síndrome das Pernas Inquietas, é uma enfermidade neurológica rara caracterizada pela presença de parestesia (amortecimentos), disestesia (sensações incômodas ou dolorosas) em pernas, que ocorrem durante o repouso e ao dormir; eventualmente podem ocorrer quando a pessoa permanece sentada por tempo prolongado. Estas manifestações podem ser definidas como sensação de peso, queimação, dor, cãimbras, prurido interno em pernas, podendo ocasionalmente afetar braços e outras partes do corpo. Estas sensações provocam necessidade incontrolável de movimentação, com flexões, estiramentos e balanceamento das pernas, quando se percebe melhora dos sintomas. Pode ocorrer em forma primária (sem doença subjacente), geralmente com histórico familiar ou secundária a outra doença (Anemia, DPOC, Parkinson, Diabetes, gravidez) ou medicamentos em uso prolongado.

ACROMIA. Falta de coloração normal da pele e, em geral, ausência de cor em qualquer parte ou elemento.

ACROMIO. Apófise da extremidade externa da espinha da omoplata, que, no homem, se articula com a clavícula.

ACROPARESTESIA. Síndrome caracterizada por sensação de adormecimento, nas extremidades dos membros, sobretudo nas mãos. Sobrevem periodicamente, quase sempre durante a noite.
As acroparestesias noturnas das mãos, freqüentes em mulheres com mais de quarenta anos, são habitualmente conseqüência da compressão do nervo mediano, no túnel carpiano.

ACROPOLISINDACTILIA TIPO II. Também denominada de Síndrome de Carpenter, é uma enfermidade hereditária rara, promovendo malformações de dedos de mãos e pés, com polidactilia, braquidactilia (dedos curtos), clinodactilia (curvamento de um dedo), sindactilia e craniosinostose; geralmente é acompanhada de epicanto, microcórnea, opacidade de córnea, atrofia óptica, fissuras palpebrais anti-mongolóides, orelhas grandes com implantação baixa, pescoço curto, prega simiesca, micrognatia, palato em ogiva, retardo mental, agenesia de falanges dos pés. Apresenta freqüentemente anomalis cardíacas, como CIA, CIV, PCA, Tetralogia de Fallot, TGVB e outras anomalias complexas. Pode apresentar anomalias esqueléticas como genu valgo , deslocamento de la rótula, hipoplasia da articulação do quadril, coxa valga, ausência de coccix, espina bífida oculta, escoliose , hernia umbilical e inguinal, onfalocele, criptorquidia, hidronefrose, poliesplenia e obesidade.
Em alguns casos, a cirurgia corretiva da malformação craniana pode evitar o posterior atraso mental. A esperança de vida não está diminuída a não ser que apresentem cardiopatia complexa.

ACROSTEÓLISE COM OSTEOPOROSE. Também denominada de Artro Dento Osteodisplasia, Síndrome de Hadju Cheney, trata-se de uma enfermidade do tecido conjuntivo (sustentação), onde os pacientes apresentam úlceras de pele em plantas de pés e palmas de mãos, com amolecimento e destruição de ossos (acrosteólise), acompanhado de desenvolvimento anormal de ossos, articulações, dentes, afetando a massa óssea (osteoporose) de crânio e mandíbula. Aparentemente trata-se de uma doença hereditária autossômica dominante.

ACTH. Abreviação da expressão inglesa para “hormônio adrenocorticotrópico”. Hormônio de natureza protéica, produzido pelo lóbulo anterior da hipófise. Encontrado ainda em urina de mulher e no soro sangüíneo de fêmeas grávidas. Extraído da hipófise de suínos, ovinos e bovinos. Forma pó branco, solúvel na água.
Foi usado como estimulante da córtex adrenal, como anti-alérgico e no tratamento da bronquite asmática e das artropatias causadas por colagenoses. Hoje, devido à produção de modernos corticosteróides, está em desuso.

ACTH, DÉFICIT ISOLADO DE. O déficit isolado de ACTH, é o nome que se dá a deficiência isolada de produção deste hormônio, podendo ou não estar associado à deficiência de produção hipofisária; isto pode ocorrer com uso prolongado de corticosteróides, seguido de suspensão brusca. As manifestações clínicas são as mesmas de qualquer insuficiência supra-renal, com perda de peso, anorexia, hipotensão arterial, dores articulares, tonturas, hiponatremia, hipoglicemia, com baixos níveis sanguíneos de ACTH, cortisol e outros esteróides.

ACTINOMICOSE. Micose que ocorre mais frequentemente em área rural, geralmente localizada ao nível da boca, do lado da mandíbula inferior. Pode, entretanto, atacar outros órgãos, sobretudo os pulmões. É causada por fungos, parasitas microscópicos, os actinomicetos, que se aglomeram nos tecidos, organizados em colônias, grãos amarelos, visíveis a olho nu. Parasitam abundantemente em numerosas plantas, também em animais domésticos como cavalo, boi e porco; fazem até parte normal da flora bucal do homem; acidentalmente penetram nos tecidos, através de um ferimento ou de uma cárie dentária. Verificam-se, então, ao nível da boca, nódulos cujo pus se escoa às vezes pelo canal de uma fistula. Se a actinomicose se localiza nos pulmões, o paciente sofre de tosse crônica e os escarros contém grãos amarelos repletos do parasita.
Prevenir a doença, evitando levar à boca hastes de capim, espigas de cereais, sobretudo em caso de cáries dentárias ou ferimentos bucais. O tratamento recomendado pelo médico varia de acordo com a gravidade e a localização. Nas formas mais freqüentes, utiliza-se antifúngicos para o tratamento básico.

AÇÚCAR. Substância orgânica pertencente ao grupo dos hidratos de carbono. O açúcar constitui a mais poderosa fonte de energia da matéria viva; por metabolismo aeróbio, produz as calorias de que o organismo necessita para assegurar suas funções vitais.  A sacarose, ou açúcar alimentar, que provém da cana de açúcar e de numerosas outras plantas, principalmente a beterraba, é uma combinação de glicose e de frutose. O açúcar mais usado em nosso meio é o açúcar de cana, servindo para adoçar os alimentos e constituindo excelente processo de conservação (doces cristalizados). Do ponto de vista estritamente dietético, entretanto, trata-se de alimento incompleto que só fornece calorias.

ACUPUNTURA: método terapêutico chinês, que tem por base, a introdução de pequenas agulhas, em pontos geograficamente determinados, com finalidade de tratamento de dores, tratamento de várias doenças e promoção de anestesia cirúrgica.

ACUPRESSÃO: utilização de pressão localizada sobre uma região anatômica, na forma de massagem ou simples compressão, como um método de tratamento de dor, náusea ou para bloqueio de um sangramento.

ACÚSTICO, APARELHO. Aparelho que capta e amplifica as vibrações sonoras, com a finalidade de melhorar certos casos de surdez. Atualmente, os aparelhos são minúsculos amplificadores transistorizados. São colocados no conduto auditivo externo, quando a transmissão das vibrações sonoras ainda pode ser feita através do ouvido externo e do ouvido médio. Em caso contrário, é aplicado atrás do pavilhão da orelha, sobre o mastóide, e as vibrações sonoras são transmitidas por via óssea ao ouvido interno. Antes de adquirir um aparelho acústico é necessário consultar um especialista, pois a escolha do aparelho depende da natureza e do grau de surdez. É aconselhável também não esperar o estado de completa surdez; a presença de um pouco de audição torna mais fácil a adaptação ao aparelho.

ADAMS OLIVER, SÍNDROME DE Também denominada de Síndrome de Defeitos de Pernas, Calota Craniana e Couro Cabeludo, consiste em anomalia congênita rara, caracterizada pela presença de defeitos de dedos de mãos e pés., pernas, braços, cicatrizes de couro cabeludo, sem cabelo, por onde os vasos podem ser vistos. Nos defeitos mais graves, podem faltar ossos da calota craniana, com membros hipoplásicos, muitas vezes com ausência da porção distal dos membros; a transmissão genética é autossômica dominante.

ADAPTÓGENO substância geralmente fitoterápica, que possui a capacidade de estimular uma resistência específica, promovendo diminuição do impacto de stress sobre o organismo, facilitando o organismo 'a adaptação diante das agressões ocorridas no meio ambiente.

ADDISON, DOENÇA DE. Moléstia causada geralmente por tuberculose das glândulas supra-renais. O doente emagrece, cansa-se com facilidade, fica deprimido; a pressão arterial cai sensivelmente; mas o sintoma mais característico é a melanodermia, ou coloração bronzeada da pele e das mucosas. A deficiência das supra-renais leva a um desequilíbrio hormonal muito grave, cuja conseqüência mais séria é, sem dúvida, a diminuição da taxa de sódio (hiponatremia) e aumento do teor de potássio (hipercalemia) no sangue. Com efeito, a relação entre estas duas substâncias é regulada pelos hormônios segregados pelo córtex das glândulas supra-renais (hormônios córtico-supra-renais). O tratamento médico implica no uso de hormônios que devem suprir a falta do organismo doente (cortisona, hidrocortisona e, ás vezes, desoxicorticosterona), além disso, a alimentação deve ser rica em sal de cozinha, (cloreto de sódio). Esta doença torna-se cada vez mais rara, graças a eficácia dos tratamentos antituberculosos.

ADENITE. Inflamação de gânglios linfáticos. Como estes estão espalhados por todo o corpo, a adenite pode manifestar-se em qualquer parte. Há regiões onde eles se encontram em maior quantidade; aí a doença se revela com mais freqüência, como, por exemplo, no pescoço, na axila e na virilha. A adenite pode ser aguda ou crônica. As causas da adenite aguda são várias: infecções da pele, úlceras, picadas, feridas, contusões. A adenite crônica resulta, às vezes, da repetição de adenites agudas ou subagudas.

ADENOCARCINOMA. Tumor maligno desenvolvido à custa de tecido glandular glandular. Os mais freqüentes são os da glândula mamária, estômago, próstata e do útero.

ADENÓIDE, ASPECTO. Constituição característica da forma do rosto de uma criança que sofre de vegetações adenóides: nariz achatado transversalmente; olhos ligeiramente fora das órbitas, sem expressão; pregas laterais da face apagadas; lábio superior diminuído mostrando os dentes; boca sempre entreaberta dando ao rosto um ar abobalhado; voz nasalada.

ADENÓIDES, VEGETAÇÕES. Tumor benigno do tecido ganglionar, situado na parte posterior do nariz (hipertrofia da amígdala faríngea). A infecção deste tecido pode provocar a sinusite e fechar o orifício da trompa de Eustáquio, fato que acarreta diminuição da audição, pois o ar não pode mais passar para o ouvido médio. Já seu inchaço ocasiona dificuldade na respiração, de modo que o indivíduo passa a respirar de boca aberta. As vegetações adenóides vão diminuindo suas conseqüências através da idade, o que não acontece com as amígdalas palatinas (hipertrofia da amígdala faríngea). Quando as vegetações adenóides dificultam a respiração, devem ser extirpadas por cirurgia. É uma pequena operação, simples, chamada adenotomia e que se faz geralmente com anestesia local, geralmente não havendo necessidade de hospitalização. A adenoidectomia dura menos de meia hora. Em geral, a criança pode voltar à atividade normal dentro de pouco tempo.

ADENOMA. Tumor benigno formado por elementos glandulares que proliferam abundantemente, conservando sua estrutura normal. Os adenomas mais freqüentes são os da mama e próstata.

ADENOMIOMA. Tumor misto com características de adenoma e mioma (tecido muscular).

ADENOPATIA. Hipertrofia dos gânglios linfáticos. Estes gânglios que drenam a linfa e funcionam como filtros; pode ser secundária a doença própria dos linfáticos, infecção (geralmente dolorosa) ou por disseminação de tumor (metástase).

ADERÊNCIA. Fixação anormal entre tecidos diversos, geralmente em cavidade abdominal, que ocorre muitas vezes na cicatrização de um corte cirúrgico, frequentemente provocando dores abdominais e até obstrução de vísceras ocas, como o intestino.

ADIADOCOCINESIA. Incapacidade de realizar movimentos normais alternados. É testada pela prova "de marionetes", em relação aos membros superiores e por pedalagem, em relação aos membros inferiores. Na ausência de deficiência motora, é sintoma de distúrbios do cerebelo ou da sensibilidade profunda. Agrava-se pela oclusão do olho. Todos os distúrbios motores podem ocasioná-la.

ADENOVIRUS. grupo de vírus que causam doenças infecciosas agudas em glândulas de vias aéreas superiores e conjuntiva, causando resfriados comuns; estes microrganismo podem ser utilizados em tratamento de tumores, onde por modificação genética, adquirem a capacidade de lesar especificamente células tumorais.

ADIE, SÍNDROME DE. Também denominada de Pupila Tônica de Adie, Síndrome de Holmes Adie, Pseudotabes Pupilotônica, Síndrome da Pupila Tônica, consiste em enfermidade neurológica rara que produz reflexos pupilares diminuídos ou ausentes, sem qualquer outra manifestação. Não há progressão e nem tratamento.

ADINAMIA. Redução da força muscular. Depressão física e moral com debilitação muscular. Frequentemente acompanha as doenças crônicas como câncer, infecções crônicas e colagenoses.

ADIPOSE. Aumento, em regra patológico do acúmulo de gorduras no tecido conjuntivo difuso, com produção de lipomas mais ou menos circunscritos.

ADIPOSE DOLOROSA. Afecção caracterizada por deposição simétrica de gordura acompanhada de dor, astenia e sintomas psíquicos. É mais comum na mulher na época da menopausa.

ADIPOSIDADE. Ver obesidade.

ADIPOSÚRIA. Presença de gordura na urina.

ADIPSIA. Define-se como a falta de sede de certos indivíduos, que podem estar muito tempo sem ingerir líquidos. A adipsia encontra-se também entre alguns alienados (melancólicos, confusos, dementes, etc.).

ADITIVO. Substância química adicionada aos alimentos com fins de conservação, como aromatizante ou corante, aumentando o tempo de duração do alimento. Alguns destes produtos são colocados como suspeitos de desencadeamento de neoplasias.

ADJUVANTE. Substância que, em uma fórmula, é associada ao medicamento principal para auxiliar ou potencializar seu efeito.

ADOLESCÊNCIA. Período de vida entre a infância e a idade adulta. Os limites, convencionais, da adolescência são: de 12 a 21 anos para o sexo feminino e de 13 a 22 anos para o sexo masculino. Corresponde, do ponto de vista biológico, à entrada na puberdade e ao final do crescimento; representando, sob o ponto de vista psicológico, uma realidade específica, quer afetiva, quer seja no domínio da inteligência ou de iniciação profissional.

ADRENALINA. Hormônio similar a noradrenalina e que, tal como esta, é formada na medular da glândula supra-renal. Atua como agente vasoconstritor e, desta maneira, aumenta a pressão sanguínea, acelera o ritmo cardíaco, alimenta o metabolismo, etc. Tais sintomas são semelhantes aos que se obtêm por excitação do simpático. A adrenalina é usada com várias finalidades, por exemplo, no tratamento da asma, nas síncopes, nos choques anafiláticos e na anestesia, como agente vasoconstritor que se adiciona aos anestésicos locais. A sua produção no organismo é aumentada por condições de estresse.

ADRENÉRGICO. Diz-se das fibras nervosas do sistema neurovegetativo cujas terminações agem pela liberação da adrenalina ou de noradrenalina, ou da resposta de algum medicamento, similar ao efeito da adrenalina.

ADRENOLEUCODISTROFIA. Também denominada de Enfermidade de Addison com Esclerose Cerebral, Esclerose Mielinoclástica Difusa, Enfermidade de Addison Schilder, Encefaliet Periaxial Difusa, Enfermidade de Flatau Schilder, Leucodistrofia Melanodérmica, Enfermidade de Schilder. Trata-se de uma enfermidade metabólica hereditária rara, causada por um acúmulo de ácidos graxos saturados de cadeia muito longa (VLCFA), em consequência de sua degradação nos peroxisomas. O defeito causado é a perda da função adequada da enzima lignoceroil-CoA ligase, causando degeneração progressiva das supra-renais e desmielinização da substância branca do sistema nervoso central. Esta doença é herdada como autossômica recessiva, podendo manifestar-se em uma forma neonatal grave onde os pacientes vão a óbito antes dos 05 anos de idade; a forma infantil freqüentemente evolui para quadro demencial grave na adolescência (Schilder), com perda de audição, visão, marcha e óbito precoce e uma forma adulta, ligada ao cromosoma X (X9-28), de melhor evolução, aparecendo ao final da adolescência, onde os sintomas da supra-renal precedem os neurológicos por anos.
A forma infantil é a mais frequente, ocorrendo de 1 de cada 20.000-50.000 habitantes. Frequentemente, em uma mesma familia se manifiestam diferentes fenotipos. Alguns casos, que apresentam a anormalidade bioquímica sem síntomas, são chamados de pré-sintomáticos. O tratamento se faz com restrição de gorduras saturadas, azeite de Lorenzo (reduz a síntese de ácidos graxos de cadeia longa), uso de corticosteróides e anticonvulsivantes. O transplante de medula é o tratamento mais eficaz para os casos ligados ao cromossoma X que tenham início de comprometimento cerebral.

ADSTRINGENTE. Substâncias dotadas de ação precipitante sobre as proteínas e que, devido a sua fraca penetrabilidade, atuam apenas sobre as células superficiais, formando uma camada protetora de proteína coagulada. A permeabilidade celular é reduzida por ação de substâncias deste tipo, as quais têm sido usadas como medicamento de ação local. Entre os adstringentes mais usados citam-se o ácido tânico ou tanino, os sais de metais pesados, como o sub-acetato de chumbo, o alúmen, o sulfato de zinco, o sulfato de cobre, etc.

ADUÇÃO. Movimento que leva um membro ou uma parte do mesmo a aproximar-se do eixo imaginário médio do corpo. É o contrário de abdução.

ADUTOR. Músculo estriado ou nervo cuja função básica é a adução.

AEC, SÍNDROME. Ver Síndrome Hay Wells.

AEDES. Gênero de mosquitos (pernilongos) cosmopolitas, cuja espécie mais importante é a Aedes aegypti (pernilongo rajado), transmissora da febre amarela e dengue. A sua ocorrência geralmente é silvestre, porém pode invadir áreas urbanas e desenvolver-se, utilizando como criadouro, recipientes com águas paradas, como vasos, latas, pneus abandonados, etc.;  sua presença em áreas urbanas e seu grau de contaminação pelos vírus da febre amarela e dengue é monitorada pelo Ministério da Saúde.

AERAÇÃO. Renovação do ar em espaço fechado. A aeração é fator importante sob o ponto de vista de conforto e de saúde. Todos os cômodos de uma moradia devem ser regularmente ventilados para evitar a estagnação do ar viciado. A aeração é sobretudo indispensável no quarto de doentes, salas de aula, cinemas, teatros, restaurantes, lugares de reuniões, usinas, minas, etc. A insuficiência de aeração é uma das principais facilitadores de transmissibilidade de infecções virais e bacterianas.

AERÓBICO. Processo metabólico que ocorre com o uso de oxigênio, gerando energia. O termo define também a forma de exercício de contração alternada de músculos, onde o metabolismo de fornecimento de energia ocorre por ação de fornecimento contínuo de oxigênio na célula.

AERODISPERSÓIDES. As articulas dissolvidas no ar ambiente, os aerodispersóides, freqüentemente são as causadoras de doenças respiratórias, são substâncias químicas em diversos estados de dissolução no meio, provenientes da segregação mecânica das substâncias no estado sólido; podem ser altamente nocivas, dependendo da sua dimensão, podendo causar lesão pulmonar . Os agentes causais mais comuns são os seguintes agentes agentes: Nntracose (carvão), Asbestos (amianto), Manganês e seus compostos e Sílica livre.
Aluminose, Talco, Cobalto, Fibrose do pulmão causada por Bauxita, Beriliose, Fibrose do pulmão causada por Grafite, Siderose, Estanose, Pneumoconiose devida a outras poeira inorgânicas especificados, Asbestose: Inalação de silicato de magnésio (amianto); Silicossiderose: de minério de ferro (Hematita); "Calcinose": de Carbonato de cálcio (cal); Beriliose (de Berílio); Cadmiose (de cádmio); Plumbose (de chumbo); Cuprose (de cobre); Argirose (de sais de prata); Hidrargirose (de sais de mercúrio); Bismutose (de sais de bismuto).
Estas partículas pertencem a uma categoria de poluentes ambientais de grande importância, dentro do aspecto da higiene ocupacional, que são os aerodispersoídes. Estes contaminantes são sistemas diversos, cujo meio de dispersão é gasoso e cuja fase dispersa consiste de partículas sólidas ou líquidas. A classificação mais aceita é aquela que diferencia aqueles formados por dispersão e por condensação, distinguindo os sistemas, de acordo com a fase dispersa, sólida ou líquida.
Os aerodispersoídes formados por dispersão, ou seja, como resultado da desintegração mecânica da matéria (pulverização ou atomatização de sólidos ou líquidos ou transferência de pó para o estado de suspensão, através da ação de correntes de ar ou vibração), são, na maioria dos casos, constituídos por partículas mais grosseiras do que aquelas que constituem os formados por condensação; além disto, contêm partículas com uma maior variação de tamanho.
Os aerodispersóides de condensação são formados pela condensação de vapores superfaturados ou pela reação entre gases, que leva a um produto não volátil. Nestes aerodispersóides, as partículas sólidas são freqüentemente, agregados frouxos, provenientes da coagulação de uma grande número de partículas primárias de forma esférica ou cristalina regular. Por outro lado, nos aerodispersóides por dispersão, a fase sólida consiste de partículas individuais ou agregados de formas complementares irregulares (fragmentos).
Nos aerodispersóides cuja dispersão é líquida, as partículas são esféricas, e, quando colidem, podem se fundir, produzindo uma única partícula esférica.
Para diferenciar os diversos aerodispersóides, são utilizados os seguintes termos: poeiras, névoa, fumos, fumaças. Os aerodispersóides podem produzir diversas formas de lesões respiratórias, sejam por deposição local e reação inflamatória (Pneumoconioses), reações alérgicas, desencadeamento de processos degenerativos (inflamações crônicas, neoplasias).

AEROFAGIA. Ação de engolir grandes quantidades de ar que se acumulam no esôfago e no estômago. Observa-se então abaulamento na região epigástrica. Às vezes, o saco de ar, demasiadamente cheio, empurra o diafragma que, por sua vez, comprime o coração e os pulmões, podendo causar dores mais ou menos agudas, pequenos distúrbios cardíacos e falta de ar. Outras vezes, o ar engolido penetra no intestino, acumula-se nos ângulos do cólon (aerocolia) provocando cólicas muito dolorosas. O doente que sofre de aerofagia tenta aliviar-se com arrotos (eructações). A aerofagia é até certo ponto normal nos lactentes, provocando eructações, acompanhadas muitas vezes de alimentos regurgitados, tidos erradamente como vômitos. E aconselhável, então, interromper uma ou várias vezes a amamentação, para que o lactente possa arrotar. No adulto, a aerofagia é geralmente resultado de mau hábito, tique nervoso e costume de comer depressa demais sem mastigar convenientemente (taquifagia) e uso de gomas de mascar. Ginástica respiratória apropriada e mudança de hábitos de mastigação fazem melhorar, na maior parte dos casos, esta incômoda afecção.

AEROFOBIA. Medo do ar e das correntes de ar. Acompanha frequentemente a histeria e outras doenças nervosas.

AEROSSOL. Suspensão de partículas sólidas ou líquidas num meio gasoso. Nevoeiro, fumaça, poeira, são exemplos de aerossóis. A denominação foi estendida, posteriormente, à forma de aplicação de um produto, ou ao tipo de embalagem. Os aerossóis podem ser formados por dispersão ou por condensação. No primeiro processo, o mais comum, há atomização de um jato fino de líquido no ar (efeito Venturi). Os elementos que constituem a embalagem de aerossol, cada vez mais em voga hoje em dia, são: recipiente, válvula, concentrado e propelente. O campo de aplicação industrial dos aerossóis é praticamente ilimitado. Destacam-se os seguintes: cosméticos, perfumaria, produtos de uso doméstico (polidores, inseticidas, desodorizantes, etc.), produtos farmacêuticos (preparados para queimaduras, descongestionantes das vias respiratórias, anestésicos locais, etc.), bebidas, tintas, extintores de incêndio, etc.

AEROSSOLTERAPIA. Método de administração de medicamentos, que consiste na dispersão de finas partículas num fluxo de gás, geralmente ar comprimido, visando a atingir pontos inacessíveis do aparelho respiratório.



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